Tag along do Pão de Açúcar é tendência, mas não regra

A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de determinar que o Pão de Açúcar faça uma oferta pública para as ações ordinárias que estão no mercado pagando pelos papéis um valor proporcional ao obtido quando os controladores venderam ações para o grupo Casino (o chamado tag along) não será transformada em regra. A informação é do presidente da instituição, Marcelo Trindade. "O julgamento é importante para sinalizar uma tendência, mas não vamos editar uma regra geral, porque é impossível prever todas as hipóteses", comentou. Segundo ele, isso engessaria o mercado. Em maio do ano passado, a família Diniz fez uma operação com a rede francesa Cassino, elevando a participação desta no capital da Companhia Brasileira de Distribuição, dona do Pão de Açúcar. Na época, a CVM questionou a negociação, a empresa recorreu e, na semana passada, o órgão julgou o caso entendendo que a companhia deveria fazer a oferta. O Pão de Açúcar alegava que a operação não significou troca de controle para que o tag along fosse exigido.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.