Taxas de administração resistem a mudanças

As taxas de administração de fundos de investimento se mantiveram estáveis ou subiram levemente nos últimos dois anos, revela pesquisa feita pela Unibanco Asset Management (UAM). O estudo envolveu seis tipos de fundos: renda fixa, curto prazo, referenciados (que inclui os DIs), multimercado, ações e cambiais. As variações médias das taxas situaram-se num intervalo diminuto, entre queda de 0,06% e alta de 0,26%. A avaliação cobriu o período de 30 de dezembro de 2004 a 30 de novembro de 2006 e é apresentada em detalhes na edição de fevereiro da revista Estadão Investimentos. O levantamento feito pela UAM indica que as taxas não vêm caindo, ao contrário do que se afirma freqüentemente no mercado financeiro. Marcelo Giufrida, vice-presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), tem um argumento em defesa do nível de taxas cobrado no Brasil. Ele diz que, em outros países, como os EUA, as taxas cobradas distinguem os custos da gestão de recursos propriamente dita dos custos de distribuição, de registro de operações e similares. Se tudo for colocado na mesma cesta, acredita Giufrida, o que se cobra no Brasil é similar ao que se cobra no mercado americano. O estudo da UAM fez outro cálculo, ponderando a taxa de administração cobrada nos fundos pelo volume de dinheiro aplicado. Isso mostra quais características o investidor tem procurado. Embora o mercado, na média, tenha mantido as taxas estáveis, nota-se que os fundos com taxas menores ganharam relevância aos olhos do poupador. A maior exceção ficou por conta dos fundos de curto prazo, que se mantêm populares mesmo com taxas que tiveram alta. ?A prateleira de produtos (do mercado de fundos) não foi alterada?, afirma o vice-presidente executivo do Unibanco, Demósthenes Madureira de Pinho Neto. ?O que acontece é uma tendência de migração de investidores para produtos mais baratos.? Esse processo de migração para fundos que cobram menos não começou agora. ?Os investidores mais informados e sensíveis à rentabilidade foram os primeiros?, diz.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.