Taxas de juros abrem perto da estabilidade

Os juros futuros abriram perto da estabilidade nesta sexta-feira, com os investidores sob a expectativa da divulgação, logo mais, dos dados das contas externas brasileiras pelo Banco Central. O aumento esperado do déficit em transações correntes de outubro pode piorar a situação fiscal e elevar o risco de rebaixamento da nota de crédito do País. Segundo a mediana dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, o saldo negativo deve ficar em US$ 7 bilhões, ante US$ 2,6 bilhões em setembro.

FERNANDO TRAVAGLINI, Agencia Estado

22 de novembro de 2013 | 09h56

Sem pressão vinda do dólar ou dos Treasuries, que estão de lado, os participantes do mercado de juros também digerem recentes declarações da presidente Dilma Rousseff. Em uma entrevista para o website Brasil 247 ontem, ele voltou a se comprometer com o cumprimento da meta fiscal. Mesmo assim, a curva a termo segue mantendo prêmios elevados, com apostas de três altas consecutivas de 0,50 ponto porcentual da Selic. Os investidores ainda estarão de olho ainda no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, que o Ministério do Planejamento divulgará também hoje.

O leilão desta sexta-feira das concessões dos aeroportos do Galeão e de Cofins, na BM&FBovespa também está no foco do dia. Os recursos arrecadados, de ao menos R$ 5,9 bilhões, podem servir tanto como reforço de caixa para as contas públicas como para a entrada de divisas no mercado de câmbio.

Por volta das 9h40 a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2015 tinha taxa de 10,88%, exatamente o mesmo nível do ajuste de quinta-feira, 21. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,10%, de 12,05%. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2021 marcava 12,52%, de 12,46%.

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