Taxas de juros de longo prazo sobem em dia de Copom

Já os juros mais curtos fecharam próximos dos níveis do ajuste à espera do resultado da reunião do BC

Clarissa Mangueira, da Agência Estado, Agencia Estado

27 de novembro de 2013 | 17h09

Na sessão que antecedeu o anúncio da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na noite desta quarta-feira, 27, os juros mais curtos fecharam próximos dos níveis de ajustes, enquanto os vencimentos mais longos subiram, ajudados pelo avanço do dólar. A moeda americana fechou o dia perto das máximas ante o real, seguindo os ganhos generalizados da moeda americana no exterior, com os indicadores econômicos positivos nos EUA que alimentaram as expectativas de redução dos estímulos do Federal Reserve (Fed).

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (152.840 contratos) estava em 10,10%, de 10,11% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2015 (383.070 contratos) indicava 10,82%, de 10,83% ontem. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (190.540 contratos) apontava máxima de 12,19%, ante 12,10% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 (9.030 contratos) marcava 12,67%, de 12,59% no ajuste.

As taxas de juros iniciaram o dia com viés de baixa, que foi atribuído por alguns profissionais a dados fracos da inflação, mas voltaram para os ajustes ainda pela manhã, influenciados pela valorização do dólar e pela perspectiva em relação ao Copom. O IPC-Fipe subiu 0,52% na terceira quadrissemana deste mês, abaixo do piso das expectativas coletadas pelo AE Projeções, de 0,53%.

A expectativa para a reunião do Copom logo mais é de elevação da Selic a dois dígitos, de 9,50% a 10% ao ano, e as atenções se concentram no comunicado que acompanha o anúncio. Segundo levantamento AE Projeções, 79 de 80 instituições financeiras esperam que a Selic seja elevada hoje em 0,50 ponto porcentual. A casa dissonante trabalha com aperto menor, de 0,25 pp. A perspectiva de um juro básico a 10% ganhou força com o comunicado da reunião anterior e começou a se consolidar depois que o Banco Central divulgou a ata do encontro do Copom de outubro, que mencionou persistência dos riscos inflacionários.

Vale notar que as taxas longas chegaram a desacelerar um pouco o movimento de alta depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adiar para 2014 o julgamento sobre a correção das cadernetas de poupança por conta dos planos econômicos das décadas de 80 e 90. No call de fechamento, no entanto, o dólar chegou a renovar máximas e intensificou a alta das taxas longas novamente. No mercado de câmbio doméstico, o dólar fechou cotado em R$ 2,3180 no balcão (+0,96%).

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