Taxas de juros encerram com leve baixa após IBC-Br

O resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em março reforçou as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai manter inalterada em 11% a taxa básica de juros no encontro deste mês. Assim, os juros de curto prazo tiveram discreto viés de baixa no pregão desta sexta-feira, 16, embutindo 70% de chance de manutenção da Selic. Nesta quinta-feira, 15, esse porcentual era ligeiramente menor, de 64%. Os longos também recuaram um pouco, mas fecharam perto das máximas na sessão regular influenciados por declarações do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, James Bullard.

CLAUDIA VIOLANTE, Agencia Estado

16 de maio de 2014 | 16h53

O contrato de DI para julho de 2014 (127.000 contratos) encerrou a sessão regular em 10,856%, de 10,860% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2015 (78.280 contratos) marcou 10,96%, de 10,98% ontem. O vencimento para janeiro de 2017 (77.660 contratos) fechou a 12,05%, de 12,08%, e o contrato para janeiro de 2021 (12.380 contratos) tinha taxa de 12,33%, na máxima, de 12,34%.

O IBC-Br caiu 0,11% em março ante fevereiro, com ajuste, uma queda menor do que a mediana projetada de -0,18%, de um intervalo de -0,78% a +0,60%. Em fevereiro, o indicador subiu 0,24%. No primeiro trimestre, o IBC-Br teve alta de 0,30% ante o trimestre anterior, abaixo da mediana prevista, de alta de 0,70%.

"O IBC-Br reforça a estagnação que economia vem apresentando. Até o varejo, que vinha crescendo mais do que indústria, desacelerou em março. Esse comportamento faz sentido em função da inflação bastante elevada, que comeu parte do rendimento das famílias, desacelerando o consumo", declarou mais cedo o economista sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano.

Segundo ele, as taxas não caíram mais hoje por causa da cautela do mercado com o final de semana. Vale lembrar que as tensões na Ucrânia voltaram a ficar em primeiro plano, depois que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em carta para governos da União Europeia, ameaçou interromper o fornecimento de gás para a Ucrânia, a partir de 1º de junho, se Kiev não saldar a dívida acumulada por cargas anteriores de gás, comentou a JBC Energy. A Ucrânia concordou em pagar a dívida, mas quer negociar preços mais baixos para futuros suprimentos, acrescentou a JBC.

As taxas mais longas reagiram às declarações de Bullard, que afirmou esperar que o primeiro aumento de juros ocorra no fim do primeiro trimestre de 2015, antes do que o consenso geral do mercado, que prevê o início do aperto monetário entre meados e fim do próximo ano. Mas vale lembrar que Bullard não vota no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) este ano e nem em 2015.

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