Taxas de juros têm alta em dia de liquidez reduzida

Sem indicadores relevantes, os juros reverteram o movimento da manhã e subiram na maioria dos vencimentos

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

28 de outubro de 2013 | 16h48

Sem indicadores relevantes, os juros futuros terminaram em alta na maioria dos vencimentos, revertendo o movimento da manhã, quando a desvalorização do dólar determinou a queda das taxas de longo prazo. A liquidez reduzida facilitou a puxada das taxas no período da tarde, segundo operadores. Além disso, comentários de que a presidente Dilma Rousseff seria contrária à autonomia do Banco Central foram monitorados nesta segunda-feira, 28.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para janeiro de 2014 (59.745 contratos) estava na máxima de 9,59%, de 9,574% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (95.940 contratos) indicava máxima de 10,51%, de 10,47% na sexta-feira. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (115.795 contratos) apontava 11,30%, ante 11,28%. A taxa do DI para janeiro de 2023 (10.910 contratos) estava em 11,72%, ante 11,74% no ajuste anterior.

Um operador destacou que a liquidez foi muito baixa e, à tarde, alguns investidores puxaram as taxas para cima. "Como o giro estava fraco, esses negócios maximizaram o avanço de alguns vencimentos e o viés de alta prevaleceu", afirmou. "Mas o clima foi de cautela antes da reunião do Fed, que termina na quarta-feira", completou.

Pela manhã, o dólar em baixa fez com que os juros longos tivessem quedas, ainda que discretas. A moeda dos EUA recuou 0,32% ante o real, cotada a R$ 2,182 no balcão. Os investidores seguiram trabalhando sob a expectativa da rolagem de swaps que vencem em 1º de novembro.

Outra informação monitorada foi que a Petrobras pretende adotar uma nova metodologia para reajuste dos combustíveis. O assunto será discutido pela direção da estatal no próximo dia 22, mas a ideia é reduzir a disparidade dos preços no mercado doméstico e internacional.

O mercado segue convicto de que a Selic subirá 0,50 ponto porcentual no fim de novembro, com grandes chances de a dose se repetir em janeiro. Dos analistas do mercado financeiro, segundo o boletim Focus, as expectativas para o juro básico no fim de 2013 foram mantidas em 10% ao ano e, no fim de 2014, em 10,25% - ou seja, haveria apenas mais um ajuste pontual de 0,25 ponto porcentual da Selic no começo do próximo ano.

No exterior, apesar de alguns dados negativos dos EUA, os prêmios dos Treasuries ficaram quase estáveis, com os investidores esperando pelo desfecho da reunião do Fed, na quarta-feira, 30. O juro do T-note de 10 anos marcava 2,511% às 16h37 (horário de Brasília), de 2,503% no fim da tarde de sexta-feira.

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