Taxas futuras caem com IPCA, payroll e dólar em baixa

Os juros futuros fecharam em queda nesta sexta-feira, 7, e registram retrações significativas nesta semana, durante a qual os receios com os mercados emergentes deram uma trégua, apesar de não terem desaparecido de vez. O movimento foi impulsionado pela inflação de janeiro abaixo do esperado, pelas expectativas em torno da questão fiscal e, principalmente, pelos dados ruins sobre o mercado de trabalho nos EUA. O dólar, por sua vez, teve uma sessão bastante volátil, oscilando entre pequenas perdas e ganhos, mas caiu no dia e na semana.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

07 de fevereiro de 2014 | 16h54

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em abril de 2014 (40.180 contratos) projetava taxa de 10,560% - na mínima do dia -, ante 10,586% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (466.085 contratos) indicava 11,38%, de 11,49% no ajuste da véspera. No trecho longo da curva, o DI para janeiro de 2017 (262.555 contratos) tinha taxa de 12,65%, ante 12,73% ontem. O DI para janeiro de 2021 (16.830 contratos) estava em 13,10%, de 13,16% no ajuste anterior.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou janeiro com alta de 0,55%, ante uma variação de 0,92% em dezembro de 2013, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor para meses de janeiro de 2009 e ficou abaixo do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de uma taxa de 0,57% a 0,74%, com mediana de 0,60%. Mesmo assim, alguns analistas apontam que o dado pode enganar, já que o índice de difusão aumentou e a depreciação do dólar deve impulsionar os preços nos próximos meses.

Outro fator que permeou o mercado de juros foi a questão fiscal. Depois de quase seis horas, terminou na tarde desta sexta a reunião da Junta Orçamentária, que estava discutindo o corte no orçamento deste ano. O encontro aconteceu no Palácio da Alvorada, com a presença dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, do Planejamento, Miriam Belchior, e do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. A presidente Dilma Rousseff também participou da reunião durante quase todo o tempo.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou que foram criadas 113 mil vagas de trabalho em janeiro, bem abaixo da estimativa, de 189 mil. Mesmo assim, a taxa de desemprego recuou para 6,6%, o menor nível em cinco anos. Apesar do frio intenso nos últimos meses, a fragilidade do mercado de trabalho não pode ser atribuída inteiramente ao fator climático e alguns investidores acreditam que uma continuidade dessa tendência pode levar o Federal Reserve a rever o ritmo da redução dos estímulos monetários.

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