Taxas futuras fecham com ligeiro viés de queda

Os juros futuros fecharam com ligeiro viés de queda nesta segunda-feira, 23, em uma sessão encurtada e com giro fraco, em função do jogo do Brasil contra Camarões pela Copa do Mundo, às 17 horas. O movimento foi determinado pela queda do dólar ante o real e o recuo nos yields dos Treasuries, além de novos sinais de fragilidade na atividade econômica brasileira.

ÁLVARO CAMPOS, Agência Estado

23 de junho de 2014 | 14h53

Ao fim da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) para outubro de 2014 (77.530 contratos) tinha taxa de 10,790%, ante 10,800% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2015 (41.865 contratos) marcava 10,78%, exatamente no ajuste anterior. Nos trechos intermediário e longo da estrutura a termo da curva de juros, o DI para janeiro de 2016 (33.445 contratos) apontava 11,19%, de 11,21%. O DI para janeiro de 2017 (93.635 contratos) indicava 11,50%, de 11,54%. E o DI para janeiro de 2021 (12.325 contratos) mostrava 11,93%, de 11,94%.

O dólar à vista no balcão caiu 0,58% hoje, fechando a R$ 2,2180, o menor patamar em um mês, após dados positivos sobre a atividade industrial na China impulsionarem as moedas emergentes e de países exportadores de commodities. Enquanto isso, por volta das 14h35 horas, o yield da T-note de 10 anos recuava a 2,603%, de 2,615% no fim da tarde de sexta-feira. Os investidores estão comprando os títulos do Tesouro norte-americano após a queda maior do que o esperado no PMI composto da zona do euro em junho, que sugere que o Banco Central Europeu (BCE) pode adotar novas medidas para tentar estimular a economia do bloco, o que pressionaria as taxas de juros dos dois lados do Atlântico.

Outro fator que pressionou as taxas de juros hoje foram as perspectivas negativas sobre a economia brasileira. A pesquisa Focus, do Banco Central, mostrou que os analistas do mercado financeiro reduziram de 1,24% para 1,16% a previsão para o crescimento do PIB este ano, sendo que para 2015 a projeção caiu de 1,73% para 1,60%. A expectativa para o IPCA este ano permaneceu em 6,46%, mas a perspectiva para a leitura de julho caiu de 0,27% para 0,25%. Já o Santander cortou sua previsão para o PIB brasileiro este ano para 0,90%, com inflação de 6,50%.

No noticiário do dia, a FGV informou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou a 0,34% na terceira quadrissemana de junho, de 0,36% na segunda quadrissemana. Além disso, o índice passará a incorporar, a partir de julho, o desconto na tarifa de água em São Paulo, a exemplo do que fez o IBGE com o IPCA. Com base na nova metodologia, o subitem taxa de água e esgoto residencial no IPC de São Paulo registrará queda de 7,99% no mês de julho.

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