Taxas futuras ficam perto dos ajustes com alta do dólar

Os juros futuros ficaram perto dos ajustes nesta terça-feira, 15. Por um lado, eles foram impulsionados pela alta do dólar, mas esse efeito foi ofuscado pela retração nos yields dos Treasuries, enquanto que as vendas no varejo local ficaram basicamente em linha com o esperado. O projeto da LDO 2015, apresentado hoje pelo governo, também não fez muito preço.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

15 de abril de 2014 | 17h05

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo cresceram 0,2% em fevereiro ante janeiro, ficando levemente abaixo da mediana estimada, de 0,3%. Já no conceito ampliado, houve queda de 1,6%, na mesma base de comparação. O resultado também foi um pouco pior que a mediana projetada, de -1,20%, conforme levantamento do AE Projeções.

Ao fim da sessão regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para julho de 2014 (16.995 contratos) apontava 10,865%, de 10,869% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 (77.445 contratos) marcava 11,07%, de 11,08% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 (222.395 contratos) registrava 12,46%, de 12,47%. E o DI para janeiro de 2021 (14.580 contratos) tinha taxa de 12,77%, ante 12,76%. Nos EUA, o yield da T-note de 10 anos recuava para 2,623%, de 2,641%.

Na visão de analistas consultados pelo Broadcast, as taxas de juros futuros "não olharam muito" para o desempenho do varejo nacional em fevereiro, o que deixou inalterada a divisão nas apostas quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no mês que vem, que segue entre estabilidade da Selic e nova alta de 0,25 ponto porcentual.

Hoje, durante evento para comentar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015 (PLDO 2015), a ser encaminhado ao Congresso Nacional, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, observou que o governo federal espera um crescimento econômico do Brasil um pouco maior no ano que vem, em relação a este ano, com a consolidação do processo de recuperação econômica global, ora em curso.

Além disso, Mantega afirmou que a estimativa do governo é de que a inflação em 2015 será menor que o IPCA atual. Para o ministro, o indicador oficial de inflação no País no ano que vem pode ser menor, se não houver inflação de alimentos. Sobre o recente choque de preços vindo dos itens alimentícios, Mantega diz esperar que, após abril, haja um "refluxo de alta". O ministro disse também que um superávit primário de 2% do PIB em 2015 "será o mínimo" e continuará sendo um dos maiores do mundo.

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