Taxas futuras longas voltam a cair

Os indicadores em linha com o esperado e a queda do dólar ajudaram a manter as taxas de juros mais longas em baixa, enquanto os contratos mais curtos terminaram com viés de queda, mas perto da estabilidade, à medida que os investidores aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) amanhã. As apostas majoritárias embutidas nas taxas são de que a Selic subirá 0,25 ponto porcentual, para 10,75% ao ano, ainda que uma alta de 0,50 ponto não esteja descartada.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2014 | 17h00

No fim do pregão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2014 (103.955 contratos) projetava 10,591%, ante 10,578% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 (242.360 contratos) apontava 11,02%, de 11,05% no ajuste anterior. No trecho intermediário e longo, o DI para janeiro de 2017 (350.860 contratos) tinha taxa de 12,08%, de 12,16% ontem. O DI para janeiro de 2021 (41.720 contratos) estava em 12,59%, de 12,71% no ajuste anterior.

Além do dólar, que encerrou com baixa de 0,21% no mercado à vista de balcão, cotado a R$ 2,3390 - menor valor desde 17 de dezembro de 2013 e mesma cotação de 20 de janeiro -, o declínio dos juros também teve influência do resultado positivo de um leilão de NTN-Bs. O Tesouro vendeu quase todo o lote ofertado, que era de até 1,75 milhão, e pagou um valor bem abaixo do registrado em outro leilão deste mesmo papel no início do mês.

Enquanto o mercado aguarda a decisão de política monetária do Banco Central, os indicadores não trouxeram surpresa, entre eles os da arrecadação federal. De acordo com a Receita, a arrecadação de contribuições e impostos federais somou R$ 123,667 bilhões em janeiro dentro do intervalo das estimativas. O valor é recorde e representou uma alta real (com correção da inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 3,91% em relação a dezembro de 2013 e um avanço de 0,91% ante janeiro do ano passado.

Ainda entre os dados conhecidos hoje no Brasil, a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ficou em 0,58% na terceira quadrissemana de fevereiro, o que corresponde à desaceleração ante a leitura anterior e representou o piso das estimativas (0,58%). Pelo Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também perdeu força (0,44% em fevereiro, ante 0,70% no mês anterior e ligeiramente abaixo da mediana de 0,45%).

À tarde, o Tesouro Nacional informou que a Dívida Pública Federal (DPF) caiu R$ 76,506 bilhões em janeiro, apresentando uma queda de 3,60% ante dezembro. O estoque recuou para R$ 2,046 trilhões. A participação de investidores estrangeiros na Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu de 16,1% do estoque em dezembro para 17,2% em janeiro, totalizando R$ 335,37 bilhões.

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