Taxas futuras terminam perto da estabilidade

As taxas de juros futuras terminaram perto da estabilidade, após uma sessão marcada por uma agenda de indicadores pesada no Brasil e nos EUA.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

30 de abril de 2014 | 17h21

Indicadores norte-americanos, somados a resultados melhores das contas do governo central, provocaram queda das taxas de juros futuras no início do dia. No entanto, o aumento do IPCA, medida de inflação coletada diariamente pela FGV, e os números mais fracos das contas do setor público levaram as taxas a reduzirem as perdas mais tarde e operarem perto dos ajustes. Esse movimento se prolongou pelo resto da sessão, diante da falta de novos fatores para conduzir o mercado.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anual sazonalmente ajustada de 0,1% no primeiro trimestre, segundo a primeira leitura do dado feita pelo Departamento do Comércio. A alta ficou muito abaixo da expansão prevista por analistas, de 1,1%. Também foi divulgado nesta quarta-feira, 30, o relatório da ADP sobre a criação de empregos no setor privado norte-americano, que mostrou a abertura de 220 mil vagas em abril. A previsão era de 210 mil. O número costuma sinalizar tendências para o relatório geral de emprego ("payroll"), que será divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Trabalho.

No Brasil, um relatório mostrou que o superávit primário da Previdência Social, Tesouro Nacional e Banco Central somou R$ 3,173 bilhões, ficando acima da mediana projetada, de R$ 1,2 bilhão, e situando-se perto do teto do intervalo das estimativas coletadas pelo AE Projeções, que ia de R$ 500 milhões a R$ 4 bilhões.

Em um comunicado separado, o BC afirmou que o setor público consolidado apresentou superávit primário de R$ 3,580 bilhões em março, dentro das estimativas dos analistas, que iam de zero a superávit primário de R$ 7 bilhões. Em fevereiro, o resultado havia sido positivo em R$ 2,130 bilhões. Em março do ano passado, houve superávit de R$ 3,500 bilhões.

Além disso, a coleta diária do IPCA apontou alta de 0,92% hoje, ante o aumento de 0,86% na segunda-feira. No mesmo período, o grupo Alimentação & Bebidas acelerou a alta para 1,80%, de 1,63%.

Por volta das 12h20, na BM&F Bovespa, o DI para julho de 2014 (75.485 contratos) tinha taxa de 10,862%, de 10,859% no ajuste de ontem; o vencimento para janeiro de 2015 (121.835 contratos) tinha taxa de 10,99%, de 11,01% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2017 (180.955 contratos) estava em 12,26%, de 12,28%, enquanto o DI para janeiro de 2021 (27.705 contratos) tinha taxa de 12,57%, igual ao ajuste de ontem.

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