Telefónica diz 'monitorar' cenário para comprar a GVT

Um dos principais executivos da operadora espanhola Telefónica voltou a defender os benefícios de eventual consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações. O diretor geral de finanças e desenvolvimento corporativo do grupo, Angel Vilá, reafirmou a posição da empresa favorável à redução do número de operadores no Brasil. Questionado sobre suposta negociação da GVT, o executivo informou que a empresa "está monitorando cenários para eventual ação se for necessário".

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE, Estadão Conteúdo

31 de julho de 2014 | 13h09

"No Brasil, continuamos a ter uma posição expressiva. Continuamos líderes no mercado celular e temos forte posição em outros segmentos. Também estamos olhando para os resultados de nossos competidores. É um mercado atrativo, mas que precisa de elevados investimentos. Por isso, vemos benefícios em uma consolidação", disse Vilá nesta quinta-feira, 31, em exposição dos resultados da companhia a analistas do mercado financeiro. "Vamos ver como a situação vai evoluir".

Ao ser questionado por um dos analistas sobre as notícias de que a GVT poderia estar disponível para negociação e sobre o antigo interesse dos espanhóis na companhia controlada pela francesa Vivendi, o executivo informou que a Telefónica monitora o tema. "Sobre a GVT, nosso negócio no Brasil está em linha com o crescimento esperado em telefonia fixa, fibra e televisão paga. Mas no futuro podemos convergir para uma consolidação.

Vilá também comentou que a empresa tem agido na direção de "neutralizar" ações que culminaram no questionamento do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) sobre a posição acionária crescente da Telefónica na Telco, controladora da Telecom Italia, dona da TIM Brasil. O executivo deu como exemplo a decisão do grupo de emitir bônus que serão trocados por ações e que resultarão na diminuição da participação dos espanhóis na empresa italiana.

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