Telefônica fecha acordo para compra da GVT por R$ 22 bilhões

Telefônica fecha acordo para compra da GVT por R$ 22 bilhões

Conselho da Vivendi autorizou a venda da GVT para a Telefônica; negócio tem de ser aprovado pelo Cade e Anatel

Agência Estado e Reuters

19 de setembro de 2014 | 08h29

A empresa francesa de mídia e telecomunicações Vivendi anunciou nesta sexta-feira, 19, que fechou o acordo definitivo de venda da brasileira GVT para a Telefônica. O acordo foi autorizado pelo seu conselho de administração.

O negócio, assinado ontem, inclui o recebimento de 4,66 bilhões de euros em dinheiro, além de 7,4% em ações da Telefônica Brasil e 5,7% da Telecom Itália. Ao total, portanto, a Vivendi receberá 7,24 bilhões de euros (US$ 9,3 bilhões) entre recursos e papéis, o que equivale a aproximadamente R$ 22 bilhões. 

A empresa francesa informou ainda que, dessa quantia, 450 milhões de euros irão para o pagamento de débitos e outros 500 milhões de euros devem ser pagos em impostos.

No começo do mês, o  presidente da Telefônica Brasil, Antonio Carlos Valente, havia afirmado que estava otimista sobre a aprovação da compra da GVT.

O acordo, que ainda precisa ser aprovado pelas autoridades brasileiras da Anatel e do Cade, deve ser concluído antes do final do primeiro semestre de 2015, informou a Vivendi. 

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, a Telefônica Brasil afirmou que poderá financiar o pagamento da parcela em dinheiro do negócio com um aumento de seu capital social, "cujos termos e condições serão oportunamente determinados pelo Conselho de Administração". A empresa estimou sinergias de pelo menos 4,7 bilhões de euros no Brasil com o negócio.
Planos. A Telefônica planeja incorporar a GVT à Vivo, sua marca de telefonia móvel no Brasil, para criar o maior grupo de telecomunicações do país, Telefônica Brasil. Para a Telefônica, o acordo une seu negócio brasileiro de telefonia móvel à rede de banda larga da GVT, em um momento em que as empresas de telecomunicações buscam cada vez mais oferecer pacotes de celular e serviços de telefonia fixa, incluindo internet de banda larga e TV.

Para a Vivendi, a venda da GVT coroa uma tumultuada revisão de dois anos, em que vendeu três negócios de telecomunicações e seu braço de videogames para pagar dívida e se concentrar mais em mídia e conteúdo, como parte de uma estratégia defendida pelo presidente do Conselho da companhia, Vincent Bolloré.

Parte da busca da Vivendi por conteúdo vai se dar na Itália devido à sua nova participação na Telecom Itália na sequência da venda da GVT, que a empresa espera que será concluída em meados de 2015, após aprovação regulatória. Os analistas têm sugerido que uma parceria entre a Vivendi, que detém a operadora francesa de TV por assinatura Canal Plus, e a Mediaset Premium poderia fazer sentido.  

Fim da parceria. A Telefônica é a maior acionista da Telecom Itália, mas as duas empresas vinham tendo uma relação tensa há anos, pois também competem no Brasil. A Telecom Itália controla a TIM Participações no país. Após a venda de sua participação para a Vivendi e a conversão de um bônus conversível de três anos emitido mais cedo neste ano, a Telefônica terá terminado sua parceria de sete anos com a Telecom Itália.

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