Telefônica quer lançar piloto de TV por satélite este ano

A Telefônica pretende lançar, até o final deste ano, o piloto comercial de seu serviço de TV por assinatura via satélite, com base em uma licença de DTH. A informação é do diretor de Desenvolvimento da operadora, Gilberto Sotto-Mayor. A companhia já solicitou a licença à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O executivo destacou que a empresa terá escala pan-regional para operar com esta tecnologia, uma vez que já possui infra-estrutura satelital pois lançou serviço equivalente no Chile e está formatando ofertas em DTH também para o Peru. A opção da Telefônica pela licença de satélite deve-se a uma outra polêmica existente na Lei do Cabo: a que restringe a participação de empresas de controle estrangeiro neste mercado. O conselheiro da Anatel, José Leite Pereira Filho, explicou que existem quatro regras diferentes para atuar no mercado de TV por assinatura, dependendo da tecnologia adotada. Há regras para o cabo, para o MMDS (radiofreqüência), para o DTH (satélite) e para o UHF. A restrição para controle internacional existe apenas no cabo e no UHF.Ao apresentar as diferenças à platéia do congresso ABTA 2006, o conselheiro disse: "Eu sei que vocês estão olhando para mim pensando que isso é uma burrice, um contra-senso. Mas, por favor, não atribuam essa burrice à Anatel." Ele explicou que as regras são anteriores à Lei Geral das Telecomunicações (LGT) e não previam o atual cenário da convergência. Na opinião dele, o ideal seria unificar todas as regras para TV Paga em um único documento, coerente com a Lei do Cabo. Sotto Mayor, da Telefônica, disse que a empresa já está com os processos de negociação de conteúdo e de infra-estrutura necessária para instalação no cliente bastante avançados. O executivo enfatizou, porém, que o projeto em DTH não exclui o interesse da companhia por atuar em IPTV - provimento de TV paga por meio da rede de dados IP. "Para o cliente não interessa a tecnologia. Ele quer comodidade, preço e qualidade."Ele destacou que a iniciativa da empresa está alinhada com o posicionamento estratégico das demais grandes operadoras globais, na busca pelo modelo de negócios triple-play. O diretor da Telefônica somente não adiantou que será o modelo comercial do produto. Segundo ele, estas questões ainda estão em debate dentro da companhia - inclusive se a oferta de TV Paga será apenas para São Paulo, área de sua concessão de telefonia, ou para todo o território nacional, que é o alcance fornecido pelo satélite.

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