Temor com oferta faz preço do petróleo subir

 Os mercados estão com os olhos voltados para a situação das exportações da commodity na África

28 de maio de 2013 | 07h56

Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta terça-feira, 28, com o brent em sua quarta sessão consecutiva de ganhos, em meio a preocupações com a oferta da commodity.

Volumes de exportações menores do que o esperado de grandes regiões produtoras, como a Nigéria, e atividades de manutenção planejadas no Mar do Norte, estão restringindo a oferta, segundo analistas. Além disso, o Sudão ameaçou nesta terça-feira, 28, fechar o oleoduto que transporta petróleo do Sudão do Sul e se negou a negociar com rebeldes que teriam apoio dos sudaneses do sul. O aumento da tensão pode atrasar a volta do fluxo de petróleo desse país do leste africano.

Para Amrita Sen, principal analista de petróleo da Energy Aspects Ltd., em Londres, a situação na África pode ter repercussões nos mercados da commodity. "As pessoas ficaram complacentes com o lado da oferta por causa da produção esperada do Sudão do Sul", comentou a analista.

Problemas de oferta podem impulsionar os preços do petróleo durante o verão do hemisfério norte, afirmou o Morgan Stanley em nota publicada hoje. Os carregamentos visíveis da commodity deverão recuar para o menor nível desde 2009, pressionados por interrupções da oferta do campo de Ekofisk, na porção norueguesa do Mar do Norte, e com a diminuição do petróleo nigeriano, prevê o banco.

"Os riscos de curto prazo continuam, mas seríamos compradores se o brent se aproximasse de US$ 100,00 por barril", diz o Morgan Stanley.

Participantes do mercado aguardam a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), na sexta-feira, quando deverá ser discutido o impacto nos preços do petróleo do aumento da produção de gás de xisto nos EUA.

Às 7h46 (pelo horário de Brasília), o contrato do brent para julho subia 1,30% na ICE, para US$ 103,95 por barril, enquanto o petróleo para julho negociado na Nymex tinha alta de 0,56%, para US$ 94,68 por barril. As informações são da Dow Jones.

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