Temor em relação ao Isaac faz petróleo recuar

Os contratos futuros do petróleo operam em queda nesta quarta-feira, em meio à expectativa de que a produção no Golfo do México logo volte ao normal e também pressionados pela alta nos estoques dos Estados Unidos e rumores de uma possível liberação de reservas de emergência.

SERGIO CALDAS, Agencia Estado

29 de agosto de 2012 | 09h33

Perto de 93% da produção no Golfo do México, o equivalente a 1,3 milhão de barris por dia, foi suspensa com a aproximação do Isaac, que na terça-feira ganhou força e passou de tempestade tropical para furacão de categoria 1, segundo a consultoria Petromatrix.

No entanto, de acordo com nota da PVM, "acredita-se agora que o dano geral será menor do que o esperado e se limitará a cheias na costa das áreas afetadas".

Já para o Commerzbank, as consequências do Isaac não ficarão claras até que os dados de estoques dos EUA referentes a semana que vem sejam publicados. "No meio tempo, os preços provavelmente vão cair com moderação, à medida que a produção de petróleo dos EUA for se normalizando", disse o banco alemão.

No final da tarde de terça-feira, o American Petroleum Institute (API) divulgou que os estoques comerciais de petróleo dos EUA subiram 5,464 milhões de barris na semana passada, para 366,512 milhões de barris. Na manhã desta quarta-feira, sairá o informe oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e os analistas estimam uma queda de 1,5 milhão de barris nos estoques da semana que passou. Após o acréscimo apontado pelo API, no entanto, a queda prevista "parece duvidosa", segundo o Commerzbank.

Enquanto isso, especulação de que membros da Agência Internacional de Energia (AIE) estariam planejando liberar parte de suas reservas de petróleo pressiona os contratos para baixo.

A partir de sexta-feira, a atenção dos investidores deverá se voltar para eventos macroeconômicos. Neste dia, está previsto o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, durante o simpósio anual de Jackson Hole. Foi neste mesmo evento, em 2010, que Bernanke preparou o terreno para a segunda rodada de estímulos a fim de sustentar a recuperação econômica dos EUA.

Às 9h03 (pelo horário de Brasília), o Brent para outubro caía 0,54%, para US$ 112,04 o barril, na plataforma ICE, em Londres, enquanto o WTI, também para outubro, recuava 0,69%, para US$ 95,67 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). As informações são da Dow Jones.

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