Tempestade perde força e petróleo encerra em baixa

Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve queda na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e na Bolsa Internacional de Commodities (ICE, de Londres). Operadores atribuíram o recuo à notícia de que a tempestade tropical Chris perdeu força e não deverá ameaçar a região produtora do Golfo do México. Mas a continuidade do conflito no Oriente Médio levou participantes do mercado a voltarem a comprar, fazendo os futuros de petróleo fecharem acima das mínimas do dia. "A tempestade tropical pode ter passado, mas a tempestade geopolítica continua. Tivemos alguma realização de lucros em reação ao informe de que a tempestade Chris pode perder intensidade, mas, no fim do dia, as pessoas sentiram-se desconfortáveis com a idéia de ficarem 'vendidas' com todas as pressões geopolíticas que cercam o mercado", comentou o analista Phil Flynn, da Alaron Trading. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, hoje às 15 horas (de Brasília) a tempestade tropical Chris tinha ventos sustentados máximos de 40 milhas por hora (64 km/h), apenas 1 milha por hora a menos do que o mínimo necessário para ser qualificada como "tempestade tropical"; ontem à noite, os ventos sustentados estavam a 60 milhas por hora (96,5 km/h). "Obviamente, tudo pode acontecer, mas, no momento, a iminência dessa ameaça às instalações de petróleo no Golfo do México se reduziu a quase nada", comentou Peter Beutel, da Cameron Hanover. A previsão dos especialistas é de que a atual temporada, até novembro, tenha um total de 15 tempestades tropicais, das quais sete poderão se transformar em furacões e três poderão chegar a furacões de categoria 3 ou superior (ventos sustentados de pelo menos 178,5 km/h). Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para setembro fecharam a US$ 75,46 por barril, em queda de US$ 0,35; a mínima foi em US$ 74,65 e a máxima em US$ 76,19. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para setembro fecharam a US$ 76,56 por barril, em queda de US$ 0,33, com mínima em US$ 76,02 e máxima em US$ 77,18. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

03 de agosto de 2006 | 17h03

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