Tensão continua no Oriente Médio e petróleo sobe mais

O confronto entre o exército de Israel e o grupo islâmico libanês Hezbollah prosseguiu hoje de manhã, com Israel voltando a atacar alvos estruturais do Líbano. Pelo segundo dia seguido, o exército israelense promoveu ataques aéreos contra o aeroporto de Beirute, capital do Líbano. O Hezbollah, por outro lado, atirou mísseis contra a região da Nahariya. É o terceiro dia de confronto. A perspectiva de expansão do conflito, envolvendo diretamente o Líbano e a Síria - como defendem alguns cientistas políticos e o que preocupa a União Européia - prejudica desde ontem o andamento dos mercados financeiros. Nesta manhã, o preço do petróleo futuro opera em alta em Londres e Nova York, próximo do recorde atingido ontem, depois do fechamento da sessão regular, enquanto o ouro atingiu a máxima em sete semanas, com investidores em fuga de ativos mais sensíveis ao risco geopolítico. A disparada do petróleo prejudica o andamento das bolsas na Europa, apesar da tentativa de recuperação de preços das ações norte-americanas sinalizada pelo índices futuros. Às 8h30 (de Brasília), o ouro à vista cedia 0,12% para US$ 661,50 a onça-troy, abaixo da máxima em sete semanas a US$ 666,25 a onça-troy. Na Comex eletrônica, o contrato de agosto do ouro subia 1,22% para US$ 662,40 a onça-troy, abaixo também da máxima a US$ 667,30 a onça-troy. Às 8h50, o petróleo para agosto subia 1,08% para US$ 77,53 o barril no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). O novo recorde diário foi estabelecido a US$ 78,40 o barril, ontem à noite. Em Londres, o índice FT-100 da Bolsa caía 0,39% às 8h54; em Frankfurt, o Xetra-DAX cedia 1,18%; e em Paris, o CAC-40, operava em baixa de 0,80%. O futuro Nasdaq-100 operava estável e o S&P 500 subia 0,08%. A União Européia informou hoje que está preocupada com a possibilidade de ampliação do conflito no Oriente Médio. "Consideramos a situação muito ruim e há a possibilidade de que possa piorar; de que o conflito possa expandir-se, especialmente para a Síria", disse o ministro de Relações Exteriores da Finlândia, Erkki Tuomioja, cujo país detém atualmente a presidência da UE. O diretor de política externa da UE, Javier Solana, viajará para a região do conflito no sábado, numa tentativa de acalmar os ânimos. As informações são da Dow Jones.

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