SPENCER PLATT/AFP
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Tensão entre China e EUA está no foco dos investidores

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quarta-feira, 27, em baixa

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 21h16

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quarta-feira, 27, em baixa enquanto as tensões comerciais entre Estados Unidos e China continuaram no foco dos investidores. A derrota da proposta do Partido Republicano de reforma imigratória também pesou no sentimento dos agentes e ampliou a queda de ações de tecnologia, que lideraram as perdas da sessão.

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Os riscos de uma guerra comercial ampliada

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,68%; o S&P 500 recuou 0,86%; e o Nasdaq encerrou em queda de 1,54%. 

Os papéis de tecnologia, que deram amplo suporte às bolsas de Nova York neste ano puxaram as bolsas para baixo, à medida que os agentes continuaram a monitorar a possibilidade de que a Casa Branca pudesse restringir o investimento estrangeiro em empresas de tecnologia americanas. Logo no início do dia, o governo de Donald Trump informou que irá se basear nas leis existentes para restringir investimentos da China e de outros países.

O otimismo diante da indicação de restrição menor contra Pequim durou apenas algumas horas. No fim da manhã, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou que Trump não tem planos de suavizar a posição dos EUA sobre as relações comerciais com a China. Para Kudlow, “as pessoas não devem ver a lei de restrição a investimentos estrangeiros como uma versão mais leve” do que a divulgada pela imprensa no fim de semana.

“Ultimamente, o sentimento dos investidores tem sido extremamente volátil porque há um nervosismo sobre cada novo tuíte de Trump”, disse o CEO da Evermore Global Advisors, David Marcus. Ele, no entanto, disse que sua empresa está usando a incerteza como uma oportunidade de compra de ações.

Nesta quarta, o Ministério de Comércio da China disse que está acompanhando de perto possíveis movimentos dos EUA para restringir o investimento chinês, em meio a sinais de intensificação das tensões entre os dois países.

Além disso, o presidente-executivo da SGH Macro Advisors, Sassan Ghahramani, afirmou que o presidente da China, Xi Jinping, em uma reunião com executivos na semana passada, concluiu que parece inevitável a imposição de tarifas americanas sobre produtos chineses e pediu que todas as províncias e ministérios do país estejam preparados para uma “guerra comercial em grande escala”. 

Outro fator que atingiu o sentimento dos investidores durante a tarde foi a derrota sofrida pelos republicanos moderados e pelo governo Trump em relação à questão imigratória. Por 303 votos a 121, a Câmara dos Representantes dos EUA rejeitou um projeto dos republicanos moderados de reforma imigratória. 

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