Tensão no Iraque faz dólar subir ante o real

O mercado de câmbio doméstico abriu a sessão desta segunda-feira, 16, com o dólar em leve alta ante o real, após ter recuado 0,80% no acumulado da semana passada. A moeda norte-americana é puxada nesta abertura pelo aumento da tensão no exterior, diante da escalada da violência no Iraque, o que estimula a demanda e o avanço dos preços do dólar, do ouro e dos Treasuries no mercado internacional. Às 9h32, o dólar à vista no balcão era negociado a R$ 2,2310 em leve alta de 0,04%, enquanto a moeda para julho subia 0,29%, cotada a R$ 2,2395. Outras divisas de países emergentes e ligadas a commodities recuam em relação ao dólar.

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Agência Estado

16 de junho de 2014 | 12h03

O ajuste positivo, no entanto, é limitado pela perspectiva dos leilões de swap cambial diário e de possíveis ingressos de captações corporativas fechadas no exterior na semana passada, num total de quase US$ 5 bilhões.

No exterior, as principais bolsas europeias e os índices futuros em Nova York operam no negativo, com os investidores na defensiva após o aumento das tensões no Iraque, o que aumenta a procura por ativos de menor risco. Neste fim de semana, insurgentes tomaram o controle da segunda maior cidade do país, Mossul, após massacre de 1.700 soldados iraquianos. O presidente dos EUA, Barack Obama, considera possíveis opções militares para o Iraque. A cautela é reforçada ainda pelo agravamento do conflito entre russos e ucranianos, após um avião da Ucrânia ter sido abatido no fim de semana por separatistas pró-Rússia, causando a morte de dezenas de pessoas.

Voltando ao cenário doméstico, o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu 0,67% em junho, após alta de 0,13% em maio, informou mais cedo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A queda do indicador foi maior que a mediana estimada pelos profissionais ouvidos pelo AE Projeções, que era de -0,56%. O recuo no período foi o mais intenso desde abril de 2009.

Já a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,36% na segunda quadrissemana de junho, conforme a FGV. O resultado ficou 0,10 ponto porcentual abaixo do registrado na primeira leitura do mês. Das oito classes de despesas analisadas, cinco apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para alimentação (de 0,39% para 0,06%).

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