Tesouro capta US$ 300 milhões em bônus para 2022

Em mês de eleições, o governo vendeu ontem no mercado internacional mais US$ 300 milhões (R$ 650 milhões) em títulos da dívida externa com vencimento em 2022 e rendimento vinculado ao real. Foi a segunda emissão desse papel em menos de um mês. A venda de ontem saiu em condições mais favoráveis do que a primeira captação, realizada em setembro passado. Com a nova emissão, subiu para US$ 1,05 bilhão o volume desses títulos nas mãos dos investidores estrangeiros. O bônus brasileiro, chamado de BR 2022, foi vendido com taxa de retorno para o investidor de 12,466% ao ano, inferior aos 12,875% da emissão inicial. A redução da taxa de retorno significa, na prática, que o Tesouro Nacional terá de pagar menos aos investidores que compraram os papéis brasileiros. A operação ficou dentro da expectativa do Tesouro, que pretendia vender entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões. O governo já fez até agora três operações externas de bônus atrelados ao real. A primeira e histórica emissão ocorreu em setembro do ano passado, quando o governo vendeu US$ 1,5 bilhão de papéis com prazo de vencimento em 2016. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a nova emissão teve como objetivo elevar a quantidade desses papéis no mercado. O volume maior amplia a liquidez dos papéis com o mesmo vencimento e favorece a formação de preços no mercado secundário. Segundo as fontes, o mercado internacional está favorável para o Brasil, com uma melhora a percepção positiva para a economia brasileira. "Há demanda de investidores de países asiáticos pelos papéis", disse uma fonte. A operação foi liderada pelo USB e Merryl Lynch, tendo Itaú e Pactual como co-líderes.

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