Tesouro capta US$ 750 mi com o menor custo da história

Recursos entrarão nas reservas internacionais brasileiras no próximo dia 3 de agosto, quando ocorrerá a liquidação financeira da operação

Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

27 de julho de 2010 | 18h04

O Tesouro Nacional conseguiu vender no mercado internacional (Europa e Estados Unidos) US$ 750 milhões do Global 2021, título da dívida externa com vencimento em 22 de janeiro de 2021. A operação foi histórica para o governo brasileiro, porque o Tesouro conseguiu vender o papel com o menor custo para o governo. A taxa de juros de retorno para o investimento (yield) foi a mais a baixa para um papel da dívida externa atrelado ao dólar: 4,547% ao ano. Até então, o papel com a menor yield tinha sido o 2019, que foi emitido com uma taxa de retorno de 4,75% ao ano.

A taxa de retorno ficou abaixo inclusive da expectativa do Tesouro Nacional, o que sinalizou uma forte demanda dos investidores pelo papel brasileiro. A expectativa do Tesouro era abaixo de 4,7% ao ano. O Global 2021 foi vendido pelo cupom de juros de 4,875% ao ano e spread de 1,5 ponto porcentual acima do Treasury (título do tesouro americano), com vencimento em 15 de maio de 2020. A captação externa foi liberada pelos bancos Deutsche Bank e Merrill Lynch. E o preço do papel saiu a 102,707% do valor de fato. Os dólares da captação entrarão nas reservas internacionais brasileiras no próximo dia 3 de agosto, quando ocorrerá a liquidação financeira da operação. O Tesouro poderá ainda estender a oferta de US$ 75 milhões da emissão no mercado asiático.

Com a emissão de US$ 750 milhões do papel Global 2021 no mercado externo, o Tesouro Nacional já detém quase 100% dos dólares necessários para pagar os vencimentos da dívida externa em 2010, que somam US$ 7 bilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), no primeiro dia do ano, o Tesouro já tinha 73% da moeda necessária.

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