ThyssenKrupp quer comprar Dofasco e construir complexo nos EUA

O conglomerado industrial alemão ThyssenKrupp afirmou que a compra da canadense Dofasco, que pertence ao grupo Arcelor Mittal, é ainda uma "alta prioridade". "Temos um contrato com a Arcelor Mittal. Estamos confiantes de que encontraremos uma solução para a compra da Dofasco", disse o executivo-chefe do grupo, Ekkehard Schulz. Ele falou em entrevista à imprensa no Rio de Janeiro ontem, antes do lançamento da pedra fundamental, hoje, de um complexo siderúrgico de US$ 3,6 bilhões naquele Estado.Em janeiro, a ThyssenKrupp perdeu a disputa pela Dofasco para a Arcelor. Depois, a Arcelor, durante o processo de fusão com a Mittal, prometeu vender a canadense à ThyssenKrupp por cerca de US$ 4,8 bilhões. A transação, no entanto, não pode ocorrer porque a Arcelor trancou a Dofasco em uma holding holandesa como parte de uma estratégia para barrar a oferta hostil da Mittal. Os diretores dessa holding darão a palavra final sobre o destino da empresa. Schulz espera uma decisão até o primeiro semestre do ano que vem, no máximo.A demora nesse caso vai determinar quando a companhia alemã irá construir um novo complexo nos EUA, avaliado em 2,3 bilhões de euros (US$ 2,92 bilhões). "De todo modo, vamos manter o projeto (nos EUA). Temos de decidir apenas os prazos", disse Schulz. Se a compra da Dofasco não der certo, a ThyssenKrupp poderá iniciar a construção do complexo no início de 2008. A produção, nesse cenário, deve começar em 2010. Se a compra da Dofasco ocorrer, a empresa alemã deixará para mais tarde a construção do complexo, mas Schulz não disse exatamente quando.Hoje o grupo alemão afirmou que tem como meta atingir, num período de dez anos, receitas anuais de 55 bilhões de euros. Para o intervalo de um ano que termina amanhã, a empresa estima um faturamento de 46 bilhões de euros. A ThyssenKrupp também afirmou que, nos próximos cinco anos, vai investir entre 17 bilhões e 20 bilhões de euros, valor que inclui o complexo siderúrgico que será construído no Estado do Rio de Janeiro. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

29 de setembro de 2006 | 08h56

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