Título do Tesouro dos EUA de 2 anos mostra aposta de aperto mais agressivo

O juro dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) mantém o ritmo de alta, embutindo a expectativa de maiores chances de o Federal Reserve (Fed) elevar a taxa básica norte-americana em 0,25 ponto porcentual também na reunião de 8 de agosto. O mercado conta também com a possibilidade de o Fed Fund ser elevado em 0,5 ponto percentual já na semana que vem, segundo especulações que começaram a circular depois de encontro de dealers (bancos que mais transacionam com títulos públicos e são destacados para participar da execução da política monetária) com o presidente do Fed, Ben Bernanke, na quarta-feira. A proximidade do encontro do comitê de política monetária norte-americano também ajuda a puxar o rendimento dos Treasuries em alta. O juro dos papéis de dois e de 30 anos atingiu hoje o nível de 5,25%. A taxa de rendimento de ambos já supera as apostas para as próximas altas das taxas no curto prazo. Às 12h28 (de Brasília), o juro do título de dois anos subia para 5,2566% e o do papel de 30 anos avançava para 5,2541%. O juro para 10 anos subia para 5,2274% ao ano. Desde ontem, as especulações em torno de um aperto monetário mais agressivo se intensificaram. Na reunião com dealers, Bernanke teria falado sobre o impacto que uma elevação de 0,50 ponto, referindo-se para o breve ciclo de aperto monetário intenso ocorrido entre junho de 1999 e maio de 2000, concluído com elevação de 0,5 ponto em maio. O mercado convive também, desde ontem, com projeções de teto mais elevado para os Fed Funds no ano, como o Barclays, que elevou seu cálculo para 6%. Os contratos futuros dos Fed Funds para julho embutem 12% de chance de ocorrer um aperto de 0,5 ponto na próxima semana. Ontem, os Fed Funds futuros projetavam uma possibilidade de 8%. Hoje, a divulgação do dado sobre as encomendas de bens duráveis sugeriu que a desaceleração econômica é tímida, confirmando os temores de necessidade de o juro continuar subindo nos EUA. Mas, aparentemente, esse não é o fator que orienta os negócios. As encomendas caíram apenas 0,3% em maio, um declínio inferior ao 0,5% previsto. Além disso, o dado de encomendas, excluindo itens de defesa, que são muito voláteis, subiu 1%. Esse é um barômetro importante dos investimentos em capital das empresas.

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