Félix Leal/AEN
Félix Leal/AEN

Top Picks: Analistas veem boas perspectivas para empresas de papel e celulose

Companhias como Klabin e Suzano mostraram uma boa evolução dos lucros, mesmo com o aumento no custo dos combustíveis, insumos químicos e compra de madeira

Marcia Furlan, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2022 | 21h00

As empresas de papel e celulose Klabin e Suzano divulgaram nesta semana resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 que, de modo geral, foram bem recebidos pelo mercado. As companhias mostraram uma boa evolução do Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) na comparação com o quarto trimestre de 2020, de 60% no caso da Suzano e de 44% no caso da Klabin, apesar de o lucro líquido ter recuado, 61% e 21%, respectivamente. O câmbio contribuiu para os resultados, que foram positivos tanto para o segmento de papel como de celulose, mesmo com o aumento no custo com combustíveis, insumos químicos e compra de madeira.

As expectativas dos analistas é que o cenário continue favorável às empresas nos próximos meses, pois elas aparentam estar preparadas para entregar bons resultados.

Um dos principais catalisadores que pode impactar o setor é o preço da celulose no mercado internacional, afirma Ricardo Perreti, da Santander Corretora. Se a tendência de alta permanecer, continuará beneficiando a valorização das ações de ambas. Ele observa que a variação do câmbio também é um fator relevante. Se o dólar cair, o retorno com as exportações da commodity recua e reduz os ganhos. "Mas, em linhas gerais, seguimos antevendo um cenário construtivo para preços de celulose e câmbio, o que nos faz manter o otimismo com Suzano e Klabin para o primeiro trimestre", diz.

Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos, vê como sinais positivos, no caso da Klabin, a demanda crescente para os preços de kraftliner, principalmente na Europa, e aumento da produção no Projeto Puma II. Para Suzano, a casa também espera que o preço da celulose continue a se recuperar na China e, na Europa, mantenha-se em patamar elevado, ao mesmo tempo em que a companhia deve conseguir diminuir sua alavancagem financeira.

O Inter destaca que as empresas têm mostrado fundamentos sólidos, apoiados pelos aumentos de preços recentes e pela demanda resiliente. A analista-chefe do Inter Research, Gabriela Joubert, acredita que as companhias ainda vão lidar com pressões de custos e inflação ao longo do primeiro semestre do ano, mas esses fatores tendem a arrefecer a partir do terceiro trimestre.

Na mesma linha, o economista-chefe do Modalmais, Álvaro Bandeira, afirma que são boas as expectativas para o setor e, assim como outras exportadoras de commodities, podem ser consideradas boas alternativas de investimento e diversificação para 2022.

Com relação às recomendações para a próxima semana, a Ativa trocou toda a sua carteira de Top Picks. Saíram 3R Petroleum, AES Brasil ON, Americanas ON, Minerva ON e Santander Unit e entraram Bradesco PN, Gerdau PN, Grupo Soma ON, Locaweb ON e Via ON.

O BB Investimentos manteve apenas Petrobras PN e tirou Bradesco PN, Cesp PN, Copel PNB e Vale ON para colocar Brasilagro ON, Bradespar PN, Itaú PN e Multiplan ON.

Da carteira da Elite Investimentos foram retiradas Marfrig ON, Petrobras PN e Vale ON. Entraram no lugar Ânima ON, Cyrela ON e Via ON, Bradesco PN e PetroRio ON permaneceram.

A Guide Investimentos manteve Bradesco PN, Petrobras PN, Suzano ON e Vale ON e trocou EDP ON por TIM ON. A Mirae Asset trocou todas as ações. Entraram Cosan ON, Gerdau PN, JHSF ON, Vale ON e Weg ON, no lugar de Bradesco PN, Itaú PN, Klabin Unit, Multiplan ON e Usiminas PNA.

O MyCap retirou de sua carteira Ômega Energia ON e Marfrig ON para colocar EDP ON e Rumo ON. Permaneceram 3R Petroleum, Banco ABC Brasil ON e Gerdau PN. A Órama manteve apenas Petrobras PN. Entraram BR Malls ON, Brasilagro ON, Porto Seguro ON e Enauta ON no lugar de Bradesco PN, Copel PNB, Petrorio ON e Telefônica Brasil ON.

A Terra Investimentos trocou duas ações. Saíram BR Malls ON e Patrorio ON, para entrar Klabin Units e Usiminas PNA. Permaneceram Bradesco PN, Carrefour ON e Cemig PN. A XP substituiu a carteira toda. No lugar de Braskem PNA, Eternit ON, Fleury ON, Gerdau PN e Marfrig ON entraram Bradesco PN, Cyrela ON, Ser Educacional ON, Light PN e Petrobras ON.

 

 

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