Montagem Estadão
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Top Picks: Após ganho de 6% em março, Bolsa segue com perspectiva positiva

Investidores aproveitam os preços descontados de muitas ações, após perdas seguidas nos últimos meses em decorrência da pandemia e da crise econômica

Marcia Furlan, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2022 | 21h00

Os negócios na bolsa de valores devem seguir influenciados em abril pelo forte fluxo de recursos estrangeiros que chegam por aqui. Esse movimento motivou o ganho de 6,06% do Ibovespa em março e está promovendo uma forte queda do dólar. Os investidores aproveitam os preços descontados de muitas ações, após perdas seguidas nos últimos meses em decorrência da pandemia e da crise econômica.

Nesse cenário, analistas apontam setores ou empresas que podem se sobressair no mês. Em primeiro lugar, e com presença sempre garantida nas carteiras, estão as empresas do setor financeiro, os bancos majoritariamente, que podem se beneficiar da retomada da demanda por crédito e após fazerem provisões robustas. O setor é representado principalmente por Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú - o último apontado como preferido por muitas casas. 

Outro setor com presença constante nas carteiras é o de commodities, com a Vale entra as principais representantes. Pedro Galdi, da Mirae Asset, afirma que decidiu manter o papel em abril mesmo com os sinais de enfraquecimento da economia da China, principal mercado da mineradora, porque espera ainda que o país em breve vá anunciar fortes investimentos em infraestrutura, a fim de auxiliar a retomada da economia.

O que também explica a perspectiva favorável para a empresa é a previsão de uma demanda forte de commodities em 2022, com consequente elevação das cotações do minério de ferro e do níquel. No setor, destaque ainda para Usiminas, cujos papéis estão bem desvalorizados e por isso têm potencial de recuperação.

Ainda em commodities, a Suzano se destaca no segmento de papel e celulose e, em geral, é a preferida de muitas casas. As perspectivas são igualmente de aumento dos custos da matéria-prima em razão da alta demanda. As principais empresas já anunciaram seguidos reajustes de preços, o que favorece seus resultados e compensa os recentes recuos do dólar, componente importante das receitas de exportação.

Com relação ao petróleo, Petrobras obviamente é o principal nome, dado seu tamanho e volume de produção, e apesar dos riscos de interferência na política de preço e troca de comando. Pesa a favor a estratégia de desinvestimento, com foco nos ativos de maior rentabilidade.

Os frigoríficos, que mostraram bom desempenho na temporada de balanços do quarto trimestre de 2021, seguem com expectativa favorável, dada a forte demanda por proteína animal. A Mirae cita a JBS em específico, cuja ação está defasada frente a esse cenário. Galdi considera que mesmo com a queda do dólar, a visão é positiva, dados os aumentos de preços dos produtos.

No segmento de varejo, corretoras apontam ainda empresas como Petz, Vivara, Assaí, Carrefour, Magazine Luiza, Natura. As duas últimas foram muito penalizadas em 2021 e podem começar a se recuperar.

Para Fernando Damasceno, analista de renda variável do Modalmais, a perspectiva para a bolsa continua positiva, dado o cenário de uma possível recuperação econômica mais rápida e acima da expectativa do mercado e em razão dos balanços divulgados recentemente que, no caso de grande parte das empresas, superaram as estimativas.

Com relação às recomendações de Top Picks para a próxima semana, o BB Investimentos substituiu quatro ações de sua carteira. Saíram Cyrela ON, Equatorial Energia ON, Kepler Weber ON e Taesa Unit e entraram Grupo SBF ON, Grupo Soma ON, Vale ON e Weg ON.

Já a Elite manteve apenas Vale ON e tirou Bradesco PN, Marfrig ON, Movida ON e Petrobras PN para colocar AES Brasil ON, Petrorio ON, Porto Seguro ON e Sanepar Unit.

Da carteira da Guide Investimentos saiu Itaú Unibanco PN e entrou Petz ON. As demais ficaram: Alupar Unit, Petrobras PN, Vale ON e Vibra Energia ON.

A Mirae Asset manteve Itaú Unibanco PN e Cteep PN, mas substituiu Bradespar PN, Gerdau PN e JHSF ON por JBS ON, Usiminas PNA e Vale ON.

O ModalMais trocou sua carteira toda. Entraram Banco do Brasil ON, BRF ON, Cogna ON, Magazine Luiza ON e Natura ON no lugar de B3 ON, Bradesco PN, Minerva ON, Sanepar Unit e Vale ON.

Na carteira do MyCap houve apenas uma troca. Saiu Fleury ON e entrou JBS ON. Permaneceram CSN ON, Direcional ON, Hermes Pardini ON e Porto Seguro ON.

A Órama retirou a Kepler Weber ON e colocou CCR ON no lugar. Permaneceram Cogna ON, Cielo ON, Taesa Unit e Telefônica Brasil ON.

A Terra Investimentos trocou apenas uma ação: Weg ON por Grupo Soma ON. As demais ficaram: Bradesco PN, Dexco ON, Natura ON e Usiminas PNA.

A XP manteve Bradesco PN e Petrobras PN e colocou SLC Agrícola ON, Marfrig ON e Bradespar PN no lugar de Copel PNB, Porto Seguro ON e Vale ON.

 

 

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