JF Diorio/Estadão
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Top Picks: Empresas aproveitam janela e mantêm onda de IPOs para evitar instabilidade em 2022

Sequência de IPOs é uma continuidade do movimento que teve início no ano passado, alimentado pela oferta de recursos mundial decorrente da pandemia, aliada a juros baixos, o que torna o investimento em ações uma atraente alternativa

Marcia Furlan, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2021 | 21h00

Nas últimas semanas, mais quatro empresas realizaram oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) e passaram a ter papéis negociados na bolsa de valores, a B3. A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e a rede de academias SmartFit chegaram na semana passada. E a Multilaser, de bens de consumo eletrônicos, e a plataforma de provedores de internet Desktop desembarcaram nesta semana. Na próxima, devem estrear Agribrasil, exportadora de grãos, e Livetech, de soluções de tecnologia da informação, e Unifique, operadora de telefonia.

Essa sequência de IPOs é uma continuidade do movimento que teve início no ano passado alimentado pela oferta de recursos mundial decorrente da pandemia, aliada a juros em patamares baixos, o que torna o investimento em ações uma atraente alternativa.

O analista da Guide Investimentos, Henrique Esteter, avalia que a safra atual de ofertas ocorre em um momento oportuno, a considerar a provável volatilidade esperada a partir do fim do ano, com a aproximação das eleições presidenciais em 2022, associada a uma possível redução dos estímulos monetários nos EUA. "Dado o contexto imprevisível que atingirá os mercados em breve, vemos empresas buscando acelerar os processos para não perder uma janela interessante de calmaria antes da tempestade", afirma.

Com isso, a entrada de novas companhias deve continuar forte nos próximos meses. Para Alexandre Marques, analista da Elite investimentos, é salutar que o mercado de capitais brasileiro seja novamente visto como fonte de captação de recursos. Mas ele alerta que, por outro lado, podem surgir nesse cenário algumas alternativas "ruins". Segundo Marques, o investidor tem que estar muito atento para separar o que são boas oportunidades daquelas cujos acionistas estão aproveitando o bom momento para diminuir sua posição, ou que o 'case' não seja tão bom quanto parece ou ainda que o preço de lançamento esteja muito caro.

Na mesma linha, o economista-chefe do Modalmais, Alvaro Bandeira, afirma que os investidores devem avaliar corretamente os riscos envolvidos, seja no plano setorial ou da própria empresa. "É importante saber onde os recursos serão empregados e a possibilidade de retorno futuro."

Com relação às recomendações para a próxima semana, a Elite Investimentos trocou quase todas Top Picks de sua carteira. Apenas Alpargatas PN ficou. Assai ON, Locaweb ON, M. Dias Branco ON e Vale ON entraram no lugar de Espaçolaser ON, Méliuz ON, Inter PN e Tegma ON.

 A Guide substituiu apenas duas ações: Klabin Unit e Multiplan ON saíram e entraram Mater Dei ON e Petrorio ON, ficando Arezzo ON, Tegma ON e Vale ON.

 A Mirae manteve Inter Unit, Santos Brasil ON e Vale ON, trocando apenas Magazine Luiza ON e Romi ON por Usiminas PNA e Gerdau PN.

 A MyCap manteve CSN ON e Santos Brasil ON, mas retirou Weg ON, Taesa Unit e Ânima ON, colocando no lugar Ambipar ON, Enauta ON e BB Seguridade ON.

 Já a Órama trocou apenas Petz ON por Lojas Quero Quero ON, e deixou na carteira BTG Pactual Unit, Santos Brasil ON, Simpar ON e Vale ON.

 A Planner decidiu retirar apenas Klabin Unit e Transmissão Paulista PN, para colocar no lugar Minerva ON e Petz ON, mantendo BB Seguridade ON, Bradesco PN e Telefônica Brasil ON.

 A XP retirou Duratex ON, Klabin Unit e Hapvida ON e substituiu por BR Malls ON, Cemig ON e Gerdau PN, deixando na carteira JBS ON e Transmissão Paulista PN.

 

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