Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Top Picks: Empresas de petróleo e frigoríficos se destacaram nos balanços do primeiro trimestre

Do lado positivo, também aparecem outros setores como shoppings setor financeiro e algumas empresas de eletricidade

Marcia Furlan, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2022 | 21h00

Os resultados das empresas no primeiro trimestre de 2022, cuja divulgação se encerrou nesta semana, foram considerados positivos pelos analistas consultados pelo Broadcast, apesar de o cenário macroeconômico interno e externo, como a inflação global, juros altos, lockdown na China, ter prejudicado o desempenho das ações.

Algumas apresentaram resultados bem sólidos, como as de petróleo, que se saíram melhor, como consequência do avanço das cotações da commodity no período. O destaque foi a PetroRio, cujo Ebitda avançou 171% ante o primeiro trimestre de 2021 e atingiu o recorde de US$ 232 milhões, além de Petrobras, cujo lucro somou R$ 44,5 bilhões, aumento de mais de 3.000%. 

Gabriela Joubert, analista-chefe do Inter, afirma que empresas com maior exposição ao mercado externo puderam se beneficiar de um cenário ainda aquecido, o que permitiu avanço de receitas, compensando custos e, consequentemente, segurando margens. Foi o caso dos frigoríficos, mencionados por todos os consultados como destaque do período, e das empresas de papel e celulose.

Algumas surpresas negativas, observa Pedro Galdi, da Mirae Asset, foram causadas pelos resultados financeiros, em razão da alta da Selic, para as empresas que têm dívidas em reais. As que têm dívidas indexadas em moeda estrangeiras podem ter se beneficiado, uma vez que o dólar se desvalorizou 15% em relação ao real. "Exportadoras tiveram redução de receita de exportação em reais, mas como uma grande maioria tinha dívidas em dólar, acabaram tendo ganho no resultado financeiro", afirma.

Do lado positivo, outros setores mencionados pelos profissionais foram shoppings, como Multiplan e Iguatemi, que tiveram uma recuperação contínua, inclusive com várias métricas de vendas e aluguéis acima do quarto trimestre de 2019. Também estão na lista o setor financeiro, favorecido pelos spreads maiores gerado pela Selic mais alta, e algumas empresas de eletricidade, como Cemig.

Do lado negativo, ficaram o setor de construção - penalizado por insumos mais caros e, de novo, pelos juros mais altos, que reduzem a tomada de financiamento pelos consumidores -, além das empresas de mineração, que foram prejudicadas pelas chuvas de verão em Minas Gerais, com redução de volumes vendidos e a despeito da alta dos preços do minério de ferro.

Empresas de saúde e seguradoras também deixaram a desejar, por registrarem altos índices de sinistralidade, ainda em decorrência dos efeitos da pandemia, e por causa do aumento de custos.

Ricardo Peretti, do Santander, acrescenta à lista negativa as empresas que utilizam o trigo como principal insumo, como a M. Dias Branco, que tiveram um trimestre com margens pressionadas em função da alta global dos preços da commodity. No varejo, os destaques negativos apontados pelos especialistas foram Lojas Americanas, cujo prejuízo somou R$ 79 milhões, refletindo a queda de vendas nas lojas físicas, e a Via, que registrou um recuo de 52% no lucro liquido operacional.

Com relação às recomendações de Top Picks da próxima semana, a Ativa manteve apenas Vale ON e trocou Cosan ON, Lojas Renner ON, Marfrig ON e Santander Unit por B3 ON, BB Seguridade ON, EDP ON e Petrorio ON.

O BB Investimentos manteve em sua carteira apenas Bradesco PN e Vale ON e retirou Guararapes ON, Magazine Luíza ON e Suzano ON, colocando no lugar CSN ON, Hypera ON e Vamos ON.

A CM Capital decidiu seguir com Itaú PN e Sabesp ON e retirou JBS ON, Petrobras PN e Taesa ON. No lugar, colocou Eletrobras ON, Rede D'Or ON e São Martinho ON.

O Daycoval substituiu Lojas Renner ON por B3 ON e manteve Bradesco PN, Gerdau PN, Petrobras PN e Vale ON.

A Elite investimentos trocou Brasil Agro ON e Marfrig ON por AES Brasil ON e Usiminas PNA. Ficaram Petrorio ON, Sanepar Unit e Vale ON.

A Mirae Asset trocou apenas uma ação - CSN ON por Gerdau PN - e manteve as demais: Banco do Brasil ON, Isa Cteep PN, Petrobras PN e Vale ON.

A MyCap decidiu trocar três ações de sua carteira. Saíram Alupar ON, Ambipar ON e Marfrig ON e entraram Assaí ON, Itaú PN e São Martinho ON. Permaneceram CSN ON e Klabin Unit.

Na carteira da Órama, foram mantidas CPFL ON e Petrobras PN e entraram Copel PNB, Log-in ON e Neoenergia ON no lugar de Via ON, São Martinho ON e CVC ON.

A Terra substituiu Bradesco PN por Itaúsa PN e ficou com Dexco ON, JBS ON, Soma ON e Usiminas PNA.

A XP manteve Copel PNB, Gerdau PN, Itaúsa PN e Petrobras PN e trocou Marfrig ON por Equatorial ON.  

 

 

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