Washington Alves/ Estadão
Washington Alves/ Estadão

Top Picks: Perspectiva para mineradoras e siderúrgicas na Bolsa é positiva, apesar do minério

Última semana em especial foi de muitas emoções para o investidor, que viu a commodity despencar para US$ 92,98 a tonelada na segunda-feira e chegar na sexta em US$ 111,33

Marcia Furlan, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2021 | 21h00

As recentes oscilações do preço do minério de ferro e as incertezas a respeito do desempenho da economia chinesa atingiram mineradoras e siderúrgicas na Bolsa.

A última semana em especial foi de muitas emoções para o investidor, que viu a commodity despencar para US$ 92,98 a tonelada na segunda-feira e chegar na sexta em US$ 111,33. Tudo isso em meio a muito nervosismo com os temores sobre a solvência da Evergrande, gigante chinesa do setor imobiliário.

Analistas consultados pelo Estadão/Broadcast avaliam, contudo, que as perspectivas da área no médio e longo prazo são positivas. Para o analista Vitor Suzaki, do banco Daycoval, a queda superior a 50% nos preços do minério de ferro, em um curto período, não faz sentido do ponto de vista mercadológico e deve ser passageira.

Para ele, o produto deve se sustentar próximo ou acima do atual patamar, com efeito positivo sobre as empresas do setor, como ocorreu nesta semana.

Com relação à geração de caixa, as companhias têm bom desempenho e estão sendo negociadas a múltiplos baixos na comparação com seu histórico. "Caso haja estabilização dos preços do minério, a perspectiva é positiva para investidores com horizonte de médio e longo prazo", afirma.

O analista da Elite Investimentos, Alexandre de M. Marques Filho, afirma que os patamares de preço acima de US$ 200 a tonelada no pós-pandemia foram nada mais que o represamento da demanda. Agora, com níveis de preço mais reais, por volta dos US$ 100 a tonelada, a Vale, por exemplo, continuará sendo lucrativa. "A qualidade do seu minério e o preço extra pago por ele, aliada a um custo baixo, manterão a geração de caixa alta", escreve. "E sem a necessidade de grandes investimentos, a não ser aqueles que garantam mais segurança a suas barragens."

Em relação às siderúrgicas, ele diz que, se por um lado a demanda de aço pode arrefecer com menores compras da China, por outro lado, seus custos podem diminuir, com o preço menor da matéria-prima.

No curto prazo, no entanto, a volatilidade deve continuar, até que as incertezas se dissipem. Entre elas, a extensão dos impactos do caso Evergrande e as perspectivas de restrições prolongadas de produção de aço na China após 2021.

O BB Investimentos trabalha com a recuperação parcial da demanda em 2022, mas não nos patamares de preços de minério dos últimos meses. "Os preços médios da commodity se reduzirão gradualmente até atingirem o nível de US$ 70 por tonelada em 2025, que consideramos um preço normalizado para o longo prazo, frente a um equilíbrio entre a oferta e demanda", afirma a analista Mary Silva.

Com relação às recomendações de Top Picks para a próxima semana, a Ativa Investimentos retirou as ações de Camil ON, Copel PNB e Marfrig ON de sua carteira, e colocou no lugar Braskem PNA, Cosan ON e Guararapes ON. Permaneceram Carrefour ON e Weg ON.

O Banco Daycoval retirou Assaí ON e Eztec ON para colocar Locaweb ON e Ser Educacional ON, mantendo Ambev ON, Hapvida ON e Magazine Luíza ON.

A Elite trocou apenas Méliuz ON por Petrobras PN e ficaram Assaí ON, Intelbras ON, M.Dias Branco ON e Weg ON.

A Guide decidiu trocar todas as ações da carteira. Saíram Bradesco ON, ETF Small Caps Index, Gerdau PN, Méliuz ON e Petrobras PN e ingressaram Aeris ON, Assaí ON, Trend ETF Ouro, Raia Drogasil ON e Telefônica Brasil ON.

A Mirae Asset deixou Ferbasa PN, Gerdau PN e Inter Unit em sua carteira e tirou Romi ON e Vale ON para colocar Petz ON e Santos Brasil ON.

Na carteira da My Cap, ficou apenas Eletrobras ON. Entraram CCR ON, Randon PN, Petrobras PN e Wiz ON, no lugar de Even ON, Iochpe Maxion ON, Vamos ON e Méliuz ON.

A Órama fez duas trocas: Eneva ON e Petz ON por Gol PN e Minerva ON. Foram mantidas BTG Pactual Unit, Engie ON e Weg ON.

O Santander fez apenas uma alteração, tirando Totvs ON para colocar Arezzo ON. Ficaram Itaú PN, Petrobras ON, Rede D'Or ON e Vale ON.

A Terra Investimentos manteve quatro empresas: Bradesco PN, Klabin Unit, B3 ON e Rumo ON e tirou apenas Fleury ON, para colocar BR Malls ON.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.