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Daniel Teixeira/Estadão
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Top Picks: Seguradoras e bancos devem se beneficiar de alta na taxa de juros

Por outro lado, setores como construção e varejo podem se abalar no curto prazo, após ganhos significativos neste ano

Márcia Furlan e Luísa Laval, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2021 | 21h00

As ações ligadas a bancos e seguradoras são vistas como as que vão surfar melhor nas próximas rodadas de aumento da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central, esperadas pelo mercado ao longo do ano e ratificadas pelo próprio Comitê de Política Monetária (Copom). Por outro lado, setores como construção e varejo podem se abalar no curto prazo, após ganhos significativos neste ano.

No momento, a taxa Selic se encontra em 4,25%. De acordo com levantamento do Projeções Broadcast feito após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), 19 instituições financeiras preveem aumento de 0,75 ponto porcentual na próxima reunião do Copom, marcada para agosto, enquanto nove projetam alta de 1 ponto. A mediana indica alta de 0,75 ponto dos juros em agosto, a 5%.

A ata do Copom divulgada nesta semana sinaliza que o ritmo de aumento das taxas de juros pode ser acelerado, o que tende a favorecer setores reativos ao crédito e aos ganhos com aplicações financeiras, além de empresas que tenham bom caixa líquido, pois conseguem aplicar os recursos e garantir ganhos financeiros.

De acordo com o analista de equities da Órama Investimentos, Matheus Pacheco, empresas desses segmentos devem se beneficiar de forma mais rápida com o movimento altista dos juros. "O aumento da Selic impacta diretamente nas receitas de juros auferidas e, portanto, na lucratividade dessas empresas", diz Pacheco.

Para ele, no entanto, o comunicado o Copom indica ser mais prudente seguir com a expectativa de alta de 0,75 ponto porcentual e acumular mais informações quanto à retomada do setor de serviços, que depende diretamente do avanço da vacinação.

Do lado dos possíveis prejudicados, o estrategista de pessoa física da Santander Corretora, Fernando Habda, afirma que construtoras e outras companhias dependentes de capital de giro podem sofrer impactos maiores com o ciclo de alta na taxa Selic.

"O setor de construção pode ser afetado negativamente com o aumento dos juros, pois fica mais difícil a aquisição de moradias. Empresas intensivas em capital de giro também são afetadas negativamente porque linhas de capital de giro, em geral de curto prazo, ficam mais caras, o que (reflete) no crescimento do negócio", afirma.

Com relação à mudança das carteiras das corretoras, a Ativa incluiu quatro ações para a próxima semana: M. Dias Branco ON, Neoenergia ON, Priner ON e Vale ON no lugar de Petz ON, Lojas Quero-Quero ON, Simpar ON e Taesa Unit.

A Elite investimentos manteve apenas Alpargatas PN em sua seleção, colocando CVC ON, M. Dias Branco ON, Tegma ON e Vale ON no lugar de BB Seguridade ON, Inter ON, Locaweb ON e PetroRio ON.

A Mirae Asset retirou Petrobras PN e Vale ON e inseriu Gerdau PN e JBS ON. A Órama também incluiu Vale ON e CVC ON em sua lista, em substituição a Ambev ON e Lojas Quero-Quero ON.

A Guide Investimentos trocou apenas uma ação, retirando Lojas Americanas PN e incluindo Multiplan ON na carteira. A MyCap retirou Intelbras ON e Portobello ON e colocou no lugar Tecnisa ON e Via Varejo ON.

A XP cortou três empresas de sua carteira semanal: Cyrela ON, Locaweb ON e Multiplan ON e colocou no lugar Suzano ON, Usiminas PNA e Assaí ON.

 

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