Tóquio cai 4,1%, maior baixa desde atentados de 2001

A Bolsa de Tóquio caiu 4,1% nesta terça-feira, não resistindo à pressão na bolsa norte-americana ontem e que causou prejuízos também em várias praças asiáticas. A ansiedade dos investidores com os números da inflação que serão divulgados hoje e amanhã nos EUA também acabou pesando sobre as ações. O índice Nikkei registrou sua maior queda em pontos em quatro anos e meio ou desde o dia seguinte aos atentados às torres gêmeas nos EUA (12 de setembro de 2001). Blue chips no setor de tecnologia, como Sharp (-7,1%) e Matsushita Electric Industrial (-5,5%), foram particularmente atingidas. O índice Nikkei fechou o dia amargando queda de 614,41 pontos (4,1%), em 14.218,60 pontos. O índice não registrava tal desaceleração em pontos desde 12 de setembro de 2001, quando caiu 682,85 pontos. O índice fechou abaixo do suporte psicológico de 14.500 pontos, o menor desde 16 de novembro. Os estrangeiros foram novamente vendedores líquidos, pelo 14º pregão consecutivo, o mais longo período desde 20 de setembro a 15 de outubro de 2002. Os registros do pré mercados mostravam vendas de 29,8 milhões de ações. As perdas das bolsas se refletiu nos preços das ações das corretoras. Os papéis da Mitsubishi UFJ Securities despencaram 7%. As ações das mineradoras foram novamente atingidas pelas preocupações com o efeito da esperada desaceleração econômica nos EUA sobre a indústria, as quais comprometem também os preços dos metais. As ações da Sumitomo Metal Industries despencaram 5,6% e as da Kobe Steel recuaram 4,6%. Os papéis da Sumitomo Metal Mining caíram 5,9% para o menor nível em 12 meses. As informações são da Dow Jones.

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