Tóquio declina 0,5%, pressionada pelo setor financeiro

O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio declinou 0,5% nesta quarta-feira, encerrando o pregão aos 16.699,30 pontos. A queda foi motivada por realizações de lucros das corretoras e pelo ressurgimento de preocupações quanto ao impacto da fixação de um teto para as taxas de juros das empresas de crédito ao consumidor. Muitos operadores consideraram a baixa como uma pausa necessária antes da enxurrada de balanços corporativos esperada para o final desta semana e do fim da reunião do Fomc (comitê de mercado aberto do banco central dos EUA), hoje. ?Percorremos um longo caminho nos últimos 30 dias e precisávamos de algum esfriamento agora?, comentou James Hong, chefe de venda de derivativos do Dresdner Kleinwort em Tóquio. A expectativa do mercado é que o Nikkei volte a testar a barreira dos 17 mil pontos nas próximas sessões. As corretoras terminaram em baixa, depois de muitas delas terem completado cinco sessões consecutivas de alta. A maior corretora japonesa, Nomura Holdings, perdeu 2,5% após divulgar uma redução de lucros no semestre abril-setembro em relação ao mesmo período do ano passado. A imprensa local noticiou que o governo não abrirá exceções em seu projeto de lei que fixa um teto de 20% para os juros cobrados pelas empresas de crédito ao consumidor. A notícia afundou as ações dessas companhias. As da Lender Aiful desabaram 7,2%. Os papéis da NEC despencaram 6% depois que a companhia reduziu sua estimativa de lucro para o período abril-setembro e anunciou que abandonará os padrões norte-americanos de contabilidade (U.S. Gaap) e passará a adotar os padrões japoneses. O anúncio despertou questionamentos a respeito da governança corporativa de uma das maiores empresas de eletrônica do Japão. As ações dos setores de aço e petróleo estiveram entre as poucas que se valorizaram, apoiadas pela alta no preço do barril de petróleo e pelas expectativas de bons resultados das companhias no primeiro semestre fiscal. A petrolífera Inpex Holdings avançou 1,1% e a JFE Holdings ganhou 0,2%. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.