Tóquio fecha em alta de 0,4% e espera dados dos EUA

A Bolsa de Tóquio teve mais um dia de alta, com os investidores apressando-se em comprar ações do setor de alta tecnologia, das empresas de crédito ao consumidor e das corretoras - papéis considerados retardatários na atual valorização do mercado. Com o vencimento dos contratos futuros, dissiparam-se as preocupações de que o fechamento de posições nesse mercado levasse a um grande volume de vendas. O índice Nikkei 225 subiu 0,4%, totalizando 17.164,04 pontos. Os investidores agora estão de olho nos dados sobre o mercado de trabalho nos EUA, que serão divulgados hoje. Os números acerca da criação de empregos não-agrícolas em fevereiro podem impulsionar a Bolsa japonesa e determinar a trajetória da cotação do dólar frente ao iene. ?O mercado continuará volátil?, disse Seiichiro Iwasawa, estrategista-chefe da Nomura Securities. ?Uma alta do dólar para cerca de 118,50 ienes ajudaria a manter o Nikkei mais firme?, acrescentou. Mas se os números sobre o emprego nos EUA saírem mais fracos que o esperado, o dólar pode voltar a cair em relação ao iene, o que prejudicaria as ações das empresas japonesas, segundo observou Hiroyuki Fukunaga, estrategista-chefe da Rakuten Securities. No pregão de hoje, a OMC Card disparou 13%, no limite diário de valorização, depois que jornais locais noticiaram que a varejista Daiei venderá uma parcela da sua participação de 52% na companhia de crédito ao consumidor. A notícia reacendeu a expectativa de uma consolidação no setor e outras empresas de crédito também subiram. Aiful saltou 10% e Acom avançou 8,1%. Já as ações da Daiei e da Aeon tiveram alta de 9,8% e 4,6%, respectivamente, com a expectativa em torno de uma aliança entre as duas varejistas. O jornal "Nikkei" relatou que a Aeon pagará 62 bilhões de ienes para adquirir os 15% de ações da Daiei atualmente em posse da Marubeni e os 20% que hoje pertencem ao grupo Maruetsu. Nikko Cordial se valorizou 3,1%, em meio à crescente pressão de seus acionistas para que o Citigroup eleve a oferta pela corretora. As informações são da Dow Jones.

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