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Tóquio fecha no nível mais baixo em dois meses

Dúvidas sobre políticas econômicas do primeiro-ministro Shinzo Abe puxaram resultado, que se somaram ao dólar fraco

06 de junho de 2013 | 04h25

As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda nesta quinta-feira, atingindo o nível mais baixo em dois meses. A sessão foi pressionada por um dólar persistentemente fraco, a onda de vendas em Wall Street e novas dúvidas sobre as políticas econômicas do primeiro-ministro Shinzo Abe.

O índice Nikkei caiu 0,9%, para 12.904,02 pontos, após o acentuado recuo de 3,8% na sessão anterior, quando o pregão foi marcado por uma reação negativa dos investidores ao discurso de Abe sobre a estratégia de crescimento econômico do Japão.

A queda desta quinta-feira resultou na primeira série de dois declínios seguidos no índice desde o recuo de quatro sessões encerradas em 2 de maio. Além disso, o Nikkei acumulou queda de 20% desde o seu pico mais recente em 23 de maio.

O volume de negócios foi robusto com mais de 4,3 bilhões de ações mudando de mãos no valor de 3,3 trilhões de ienes.

Os principais índices em Tóquio oscilaram bastante na sessão depois de um início em baixa, tendo em vista que o dólar chegou a cair abaixo de 99 ienes na sessão e as ações em Nova York fecharam em queda na quarta-feira.

"Depois de quedas recentes, as ações certamente estão baratas o suficiente para justificar o interesse de compra", disse Naoki Fujiwara, gestor de fundos da Shinkin Asset Management. Por outro lado, "a taxa de volatilidade mensal do Nikkei está perto de 40% - um grande obstáculo para os investidores institucionais. Pode demorar no mínimo algumas semanas para que os mercados se acomodem a um nível aceitável, assumindo fatores externos favoráveis, como uma relação entre dólar e iene estável e uma recuperação econômica norte-americana confiável".

As principais corretoras japonesas foram vistas tentando influenciar os clientes a comprarem ações, enquanto o Nikkei estava entre 13.000 e 13.500 pontos, disse o diretor de operações de ações de uma corretora estrangeira. Segundo ele, isso mostra que o mercado deve ter caído muito, em uma velocidade demasiadamente grande. Por isso, muitas blue chips estão começando a se tornar atrativas novamente. "Dito isto, vários fundos de hedge estrangeiros não estão convencidos de que o pior já passou e estão se preparando para uma queda do Nikkei a 12.500 pontos, citando que o dólar ainda parece sobrecomprado".

"A oscilação que vimos hoje deve continuar pelo menos até que as opções e futuros do Nikkei vençam em 14 de junho", disse o CEO da Investrust, Hiroyuki Fukunaga. "O mercado ainda não se acomodou após a recente queda."

Entre as ações fortemente ponderadas, a Fast Retailing caiu 1,5%, a Seven & I Holdings perdeu 3,4% e a KDDI caiu 1,3%.

Os principais exportadores foram liderados pela Komatsu, que caiu 3,9%, e pela Toyota Motor, que fechou com queda de 1,6%.

As ações tradicionalmente defensivas fecharam em alta. A Chugai Pharmaceutical subiu 3,5%.

A Tokyo Stock Exchange Mothers Index, que abriga principalmente ações de pequenas empresas e start-ups, sofreu sua pior queda do ano, recuando 13%, em parte por causa da forte venda de fundos de hedge, de acordo com traders. Fonte: Dow Jones Newswires.

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