Tóquio sobe 0,6% após manutenção dos juros

A decisão do Banco do Japão (banco central japonês) de manter inalterada a taxa de juros puxou a cotação das ações do setor imobiliário e de outras companhias sensíveis à taxa, levando a Bolsa de Tóquio a fechar em elevação. O índice Nikkei 225 subiu 0,6% e encerrou aos 17.370,93 pontos. Apesar da alta, a reação do mercado à decisão do banco central de manter a taxa de referência (?overnight call rate?) em 0,25% foi cautelosa. Embora o preço das ações possa aumentar nas próximas semanas, para muitos analistas a decisão indica que a autoridade monetária permanece vinculada ao governo, ao invés de perseguir uma linha independente. ?Manter a taxa [de juros] é muito positivo para o mercado, mas apenas no curto prazo?, observou Akio Yoshino, economista da Societé Generale Asset Management em Tóquio. De acordo com os operadores, a manutenção dos juros pode evitar a valorização do iene e ajudar, nas próximas semanas, as ações das empresas exportadoras e das que têm grande endividamento. ?Se o banco central elevou ou não a taxa de juros em 0,25% é irrelevante. O importante é que o banco havia indicado que desejava aumentá-la e decidiu não o fazer?, disse, na capital japonesa, o chefe de pesquisa de uma corretora européia. ?No longo prazo, isso não inspira confiança entre os investidores?. Entre as ações do setor imobiliário que se valorizaram no pregão, Sumitomo Realty & Development avançou 2,3%. Entre as empresas exportadoras, Honda Motor subiu 1,9% e Nikon ganhou 2,5%. As companhias do ramo farmacêutico também ficaram entre as ganhadoras do dia, mas sua valorização foi puxada principalmente pela expectativa de uma eventual consolidação do setor. Tal perspectiva foi aberta pelo anúncio da Tanabe Seyaku de que negocia uma fusão com a Mitsubishi Pharma (empresa não listada na bolsa), num negócio que criaria o sexto maior laboratório do país. As ações da Tanabe saltaram 5,4%, enquanto as da Taisho Pharmaceutical terminaram com alta de 2,7%. Os bancos destacaram-se entre as baixas do pregão, prejudicados pela decisão do banco central. Sumitomo Mitsui Financial declinou 1,6%. As informações são da Dow Jones.

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