Tóquio sobe 2,4% e chega ao nível pré-terremoto de 2011

Desvalorização do iene e os sinais de afrouxamento na política monetária dos EUA ajudaram as ações de exportadoras

Agencia Estado

27 de março de 2012 | 07h13

A Bolsa de Tóquio fechou em forte alta nesta terça-feira. A desvalorização do iene e os sinais de contínuo afrouxamento na política monetária dos Estados Unidos ajudaram as ações de exportadoras, como Canon e Renesas Electronics, e levaram o índice Nikkei a atingir seu maior fechamento desde 10 de março de 2011 - um dia antes do terremoto e tsunami que devastaram a região nordeste do Japão.

O Nikkei disparou 236,91 pontos, ou 2,4%, e terminou aos 10.255,15 pontos, após alta de 0,1% na sessão de segunda-feira - o índice fechou em seu pico, algo raro nos últimos meses. O volume de negociações subiu para robustos 2,26 bilhões de ações.

Os principais índices estiveram em alta desde o início do pregão, no embalo dos fortes ganhos em Wall Street e nas bolsas da Europa, depois de o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, dizer que as baixas taxas de juros ainda são necessárias para apoiar o mercado de trabalho local.

Os sinais de progressos na luta contra a crise financeira da Europa também ajudaram a impulsionar as ações. "O sentimento do mercado recuperou-se temporariamente com os comentários de Bernanke e depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, sugerir o aumento da capacidade de resgate da zona do euro", disse Fumiyuki Nakanishi, gerente geral de investimento e pesquisa da SMBC Friend Securities. As esperanças de um rali global foram agora revividas, acrescentou o analista.

Na visão de Kinouchi Eiji, diretor técnico analista da Daiwa Securities Capital Markets, contudo, a subida do Nikkei poderá ser limitada no curto prazo, à medida que o dólar não ampliar seus recentes ganhos sobre o iene. As informações são da Dow Jones.

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