Tóquio sobe 2,6% e favorece ganhos na Ásia

Indicadores sobre a inflação na China apontam demanda robusta na maior economia da região 

09 de julho de 2013 | 08h33

As ações subiram em Tóquio com os indicadores sobre a inflação na China apontando que a demanda na maior economia da região permanece razoavelmente robusta. O índice Nikkei registrou a maior alta porcentual desde 28 de junho. O desempenho positivo da bolsa japonesa, somado ao da australiana, favoreceram o comportamento de outras bolsas na Ásia. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 2,7% em junho, em base anual, superando a expectativa de alta de 2,5% dos economistas ouvidos pela Dow Jones. O fechamento positivo de Wall Street na segunda-feira também ajudou a manter os mercados da região em território positivo.

No fechamento desta terça-feira, o índice Nikkei registrava ganho de 363,56 pontos (2,6%) para 14.472,90 pontos, depois de perder 1,4% na segunda-feira, a maior queda porcentual desde 20 de junho. A queda foi puxada pelo rebaixamento ontem pela Standard & Poor''s da nota de crédito do SoftBank. Segundo um operador, o fato de o impacto ter durado apenas uma sessão ilustra a capacidade de sustentação do mercado.

O balanço da norte-americana Alcoa, divulgado na segunda-feira, também contribuiu para os ganhos da bolsa japonesa. Ao mesmo tempo, o mercado foi influenciado pela sustentação do dólar, diante do diferencial entre o juro norte-americano e japonês.

Na China, o índice Xangai Composto fechou o dia em alta de 0,4% aos 1.965,45 pontos. Os ganhos foram limitados pelas ações do segmento de incorporação imobiliária, uma vez que o CPI mais forte remete a expectativas de alta do juro, o que é prejudicial ao segmento.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou com ganho de 0,49% aos 20.683,01 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi encerrou com alta de 0,7%, aos 1.830,35 pontos. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 avançou 1,5% to 4.881,70 pontos, influenciado pela alta dos bancos locais. As informações são da Dow Jones.

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