Trabalhadores da Voith encerram greve de um dia

Terminou hoje a greve dos trabalhadores do Grupo Voith - Voith Paper, Voith Siemens, Voith Turbo e Voith Vipa. A paralisação foi iniciada na terça-feira e, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, foi encerrada "com conquista de reivindicações que beneficiam os companheiros terceirizados da Voith Vipa". Os metalúrgicos atacavam, principalmente, que os trabalhadores terceirizados da Voith Vipa tivessem os mesmos benefícios dados pela empresa aos efetivos.De acordo com o sindicato, a decisão do encerramento de greve foi tomada durante assembléia realizada nesta manhã. Na ocasião, os trabalhadores aprovaram a proposta do Grupo Voith que, de acordo com o Sindicato, garantiu aos terceirizados a redução do custo com transporte, de 6% para 1% do salário, aumento do valor da cesta básica, de R$ 44,00 para R$ 65,00, e prazo de 45 dias para a empresa fazer um mapeamento de todas as suas prestadoras de serviço. A assessoria de imprensa do Grupo confirma estes itens.O Sindicato declarou também que será feita uma correção de irregularidades relativas à questão salarial e enquadramento sindical, com possível efetivação de pessoal, e, ainda, que o Grupo também se dispôs a discutir a participação de lucros e resultados, melhoria do convênio médico e remunerar o dia útil em que os trabalhadores ficaram parados. Estes pontos, entretanto, ainda não foram confirmados pelo Grupo.Para o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Ricardo Rodrigues, o acordo foi considerado "um avanço". "Com o estudo que a empresa irá fazer vamos conhecer melhor a situação dos trabalhadores na fábrica e continuar negociando melhorias para os companheiros das demais terceirizadas", avalia.Segundo o diretor do sindicato, cerca de 85% dos trabalhadores terceirizados são metalúrgicos, mas estão enquadrados no Sindipress (Sindicato das Prestadoras de Serviço). "Vamos regularizar esta situação", ressalta.A greve dos trabalhadores do Grupo Voith durou um dia e, segundo o sindicato, atingiu toda a produção e parte do setor administrativo. A informação foi negada pelo Grupo, que afirmou, na terça-feira, que a parte administrativa estava funcionando normalmente "quase em sua totalidade" e que nem todos da parte de produção teriam aderido à greve. A opção pela greve se deu após a reunião da última segunda-feira entre a diretoria da empresa e representantes do sindicato. Na ocasião, o Grupo e o sindicato não chegaram a um consenso, o que acarretou a paralisação.Eles criticavam, principalmente, a contratação da Voith Vipa pelo Grupo. Segundo o Grupo, a Voith Vipa foi fundada em 2000 para prestação de serviços industriais e teve suas atividades iniciadas em 2004. "De forma natural, a Voith Paper, a Voith Siemens Hydro e a Voith Turbo decidiram contratar a Voith Vipa para prestação de serviços em suas instalações, em substituição às empresas não pertencentes ao Grupo", argumenta, em nota oficial.O Grupo Voith tem 1.800 funcionários efetivos e 500 terceirizados, e é composto pela Voith Paper, Voith Siemens, Voith Turbo e Voith Vipa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.