Turbulência na Bolsa prossegue com onda negativa do exterior

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu o pregão em queda de 1,45%, a 41.754 pontos, revelando mais um dia difícil para o mercado de ações. A Bolsa paulista é afetada, novamente, pela onda negativa que começou nas bolsas asiáticas (perda de 3,3% em Tóquio e de 4% em Hong Kong), prossegue pelas bolsas européias e está sinalizada também nos índices futuros de Nova York. "O que temos de acompanhar é a valorização do iene frente ao dólar. Quanto mais a moeda japonesa subir, pior tende a ficar o quadro", comentou um operador. "Esse é o desestabilizador do momento", afirma o diretor de uma instituição financeira. O iene está se valorizando porque no mundo inteiro investidores estão desmontando operações feitas anteriormente aproveitando o diferencial de juros e moedas, chamadas de "carry trade". Na Ásia, o índice Xangai, da Bolsa da China, fechou hoje em baixa de 1,6%, pressionado pelo aumento das especulações sobre possível reforço na fiscalização de empréstimos bancários para a compra de ações. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, fixou hoje uma meta de 8% para a expansão do PIB este ano na abertura da plenária anual da Assembléia Popular Nacional. Em Londres, a bolsa registrava baixa de 1,36% às 11h10, pressionada pela queda de mais de 3% das ações das mineradoras, o que deve contaminar as ações da Vale do Rio Doce, que anunciará na quarta-feira resultado consolidado de 2006, e das siderúrgicas brasileiras. Usiminas apresenta amanhã o balanço do ano passado. Os investidores temem uma queda mais forte nos preços das commodities, o que aprofundaria o ajuste na Bovespa, altamente dependente desse setor. O petróleo registra hoje baixa de mais de 2% nas negociações de contratos futuros em Nova York e Londres.

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