Turbulência no Egito derruba bolsas da Ásia

Preocupações de que a tensão política egípcia se espalhe para outros países do Oriente Médio minaram a confiança dos investidores 

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

31 de janeiro de 2011 | 08h11

A maioria dos mercados asiáticos fechou em baixa nesta segunda-feira. As preocupações de que a turbulência política no Egito se espalhe para outros países do Oriente Médio minaram a confiança dos investidores. Não houve negociações em Taiwan por ser feriado.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda, depois que os protestos no Egito, combinados com a valorização do iene e as projeções decepcionantes da Fujitsu e da Konica Minolta, ajudaram a apagar quase todo o ganho do índice Nikkei 225 neste ano. O índice caiu 122,42 pontos, ou 1,2%, e fechou aos 10.237,92 pontos.

Este também foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que voltou a fechar no campo negativo, também no embalo do declínio em Wall Street e com a realização de lucros. O índice Hang Seng caiu 169,68 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 23.447,34 pontos.

As Bolsas da China fecharam em alta pela quarta sessão seguida, liderada por empresas ligadas à conservação da água e pelas fabricantes de equipamentos para ferrovias de alta velocidade, por conta do aumento das perspectivas para estes setores. O índice Xangai Composto subiu 1,4% e terminou aos 2.790,69 pontos - no mês, contudo, o índice apresentou baixa de 0,6%. O índice Shenzhen Composto ganhou 1% e encerrou aos 1.197,67 pontos.

O yuan se desvalorizou fortemente em relação ao dólar, devido à demanda pela moeda americana por parte dos importadores. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,6200 yuans, de 6,5860 yuans do fechamento de sexta-feira. O yuan caiu 0,5% ante o dólar este mês. A taxa de paridade central dólar/yuan foi fixada em 6,5891 yuans, de 6,5930 yuans sexta-feira.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul teve queda de 1,8% e fechou aos 2.069,73 pontos.

Já na Austrália, a Bolsa de Sydney chegou a atingir uma mínima de três semanas no intraday, mas recuperou a maior parte do que havia perdido antes do final da sessão. O índice S&P/ASX 200 terminou o pregão com recuo de 0,4%, fechando aos 4.753,9 pontos.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou em acentuada baixa. As preocupações sobre a situação do Egito minaram o ânimo dos investidores. O índice PSE retrocedeu 2,24% e fechou aos 3.881,47 pontos.

A Bolsa de Cingapura fechou fraca, uma vez que a instabilidade política no Egito e agitações similares em Estados no Oriente Médio despertaram uma onda de aversão ao risco, levando os investidores a se conduzirem a portos seguros, como bônus. O índice Straits Times perdeu 1,5% e fechou aos 3.179,72 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, cedeu 2,3% e fechou aos 3.409,16 pontos, por conta de aversão ao risco em meio a preocupações sobre as agitações no Egito e às vésperas da divulgação do índice de inflação de janeiro, amanhã.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, teve queda de 1,8% e fechou aos 964,10 pontos. Os fracos resultados nas bolsas do Ocidente dragaram o sentimento, enquanto a ausência de novos indicadores positivos e o próximo feriado do Ano Novo Lunar reduziram o apetite por negócios.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,1% e fechou aos 1.519,94 pontos, em amplo movimento de vendas, com ações de primeira linha selecionadas liderando o declínio, uma vez que os investidores limpam suas posições antes do feriado local de terça-feira. As vendas também foram exacerbadas por causa dos tumultos no Egito, que estão afetando os mercados em todo o mundo. As informações são da Dow Jones

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