AP/Matt Rourke
AP/Matt Rourke

Com 6 milhões de posts sobre finanças desde 2018, Twitter torna-se o fórum oficial da área

Pesquisa mostra que rede social virou lugar de discussão do mundo financeiro, sendo que 20% dos usuários do País têm investimentos em títulos ou ações

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2019 | 12h06

O sentimento de que o Twitter virou um fórum para o mundo das finanças no Brasil acaba de ser provado com dados. A rede social fez uma pesquisa no País e identificou que 20% dos usuários do País têm investimentos em títulos ou ações. De janeiro de 2018 a julho de 2019 foram 6 milhões de tweets sobre finanças. O Twitter não abre o número de usuários no Brasil, mas globalmente a plataforma possui 139 milhões de pessoas ativas todos os dias. 

A pesquisa mostrou que, desses usuários com investimentos em títulos ou ações, 64% são homens, com renda mensal média de R$ 7.940, o que é 112% maior do que a renda média dos brasileiros. Deles, 50% são casados e 57% têm ensino superior. Em relação às faixas etárias, 29% tem entre 18 e 24 anos, 34% entre 25 e 34 anos, 19% entre 35 e 44 anos e 14% com mais de 45 anos. Os mais jovens também já fazem parte do grupo: 4% desse grupo tem entre 16 e 18 anos.

Essa foi a primeira pesquisa voltada ao universo de finanças realizada pelo Twitter Brasil. A pesquisa não abordou especificamente o "FinTwit", ou melhor #FinTwit, oriundo das iniciais de "Financial Twitter", que vem se expandindo rapidamente no Brasil.

Das conversas sobre finanças, 4,4 milhões das postagens foram sobre bancos, sendo que 55% dessas mensagens mencionavam os nomes dessas instituições financeiras, handles - o @ do banco -, ou hashtags de campanha. Segundo Camilla Guimarães, responsável pela área de pesquisa do Twitter no Brasil, o engajamento dos usuários do Twitter vem também na esteira do surgimento de fintechs, bancos digitais e os grandes bancos buscando entender o cenário. Apesar da chegada desses concorrentes, 63% das conversas são sobre os bancos.

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Lucas Andrade, da área de pesquisa do Twitter no Brasil, afirma que é possível identificar o público mais aberto às opções digitais, bem como o fato de os clientes quererem resolver seus problemas de forma independente, ou seja, com autonomia. Com relação aos bancos, levantamento também indicou que, além de independência e eficiência, é importante para os usuários, segurança de dados, experiência e cultura - no sentido de patrocínios culturais - e economia: 70% dos usuários dizem que tarifas baixas são um dos fatores mais importantes na hora de escolher um banco para abrir uma conta.

Segundo Guimarães, os usuários do Twitter que falam sobre seus bancos acabam interagindo mais sobre questões que envolvem a prestação de serviços. A pesquisa mostrou ainda que 85% dos usuários do Twitter disseram que ações de marketing dos bancos geram percepção mais positiva. Já 60% responderam que percepções mais positivas influenciam na decisão de escolher em qual banco abrir uma conta.

Em relação à satisfação, 54% disseram estar satisfeito em relação ao seu banco principal, 33% não estão satisfeitos nem insatisfeitos e 13%, contudo, afirmam estar insatisfeitos. 

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