UE exige € 2 bi de redução no déficit da Grécia, segundo fontes

A União Europeia quer que a Grécia imponha ao menos 2 bilhões de euros (US$ 2,7 bilhões) de corte nos gastos e aumento de impostos para diminuir seu déficit orçamentário, segundo fontes próximas ao governo grego. Em uma reunião concluída na terça-feira, os ministros de Finanças da UE deram ao país um prazo até o dia 16 de março para que mostre progresso no corte de seu déficit em quatro pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 10h58

 

De acordo com uma fonte, os ministros propuseram um aumento entre um e dois pontos porcentuais no imposto sobre valor agregado, que agora é de 19%, um corte nos bônus dos servidores públicos equivalente a, no mínimo, um salário mensal, e até mesmo demissões em massa no setor público. O aumento no imposto sobre valor agregado, em particular, seria

extremamente doloroso para a Grécia, já que o gasto dos consumidores é responsável por cerca de 75% do PIB.

 

Duas pessoas próximas ao assunto disseram que a UE sente que a Grécia pode precisar levantar entre 2 bilhões de euros e 2,5 bilhões de euros por meio de novos aumentos de impostos e cortes de gastos para atingir seus objetivos. Atenas está avaliando meios para levantar esse montante, mas isso está provando ser "um enorme desafio", segundo uma das fontes.

 

O governo grego teme que haja mais agitação social caso tome novas medidas severas. "A pressão da UE é enorme", disse uma fonte. "A Grécia pode muito bem enfrentar uma agitação social se o governo adotar mais medidas no curto prazo. É uma situação muito difícil", acrescentou. A UE prometeu apoio à Grécia, em meio ao temor de um possível default sobre sua dívida, mas não ofereceu uma ajuda específica.

 

Já tem havido protestos de rua em Atenas e o governo teme que o pior esteja por vir. A UE está "dando à Grécia muito pouco tempo" e tem deixado claro que qualquer ajuda financeira vai exigir novas medidas rigorosas, disse uma fonte.

 

Se o progresso da Grécia no corte do déficit não satisfizer a UE, o bloco de 27 países tem o direito de impor mais medidas sobre o país. A UE pode assumir o controle do orçamento grego de acordo com o artigo 126.9 do Tratado de Lisboa. As informações são da Dow Jones.

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