Unicel diz que investirá US$ 150 milhões em SP

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) só deve tomar no fim do mês uma decisão sobre a venda de uma nova licença para prestação de serviço de telefonia celular na Região Metropolitana de São Paulo. A agência recebeu hoje os documentos de habilitação da empresa Unicel, que concorre sozinha à licença.A empresa fez uma oferta de pagar pela autorização R$ 93,8 milhões, que correspondem ao preço mínimo exigido pela Anatel. Segundo o presidente da Comissão de Licitação da agência, Nelson Takayanagi, a Anatel vai agora examinar os documentos da Unicel levando em conta o controle societário da empresa, eventuais coligações com outras companhias telefônicas e certidões negativas. Esse processo leva, em média, duas semanas, e depois os dados são encaminhados para o Conselho Diretor da Anatel, que dá a palavra final.Se a Unicel for confirmada como vencedora da licitação, terá que pagar, de imediato, a primeira parcela, que deve ser de, no mínimo, 10% do valor total de R$ 93,8 milhões. O restante será pago em seis prestações iguais, após três anos de carência. As parcelas serão reajustadas pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais juros de 1% ao mês. Pelas regras da Anatel, a empresa tem até 12 meses após a assinatura do termo de autorização, para iniciar a prestação de serviço. A Procuradoria da Anatel vai analisar duas petições apresentadas pela empresa Intec questionando o processo licitatório.UnicelA Unicel informa que pretende investir US$ 150 milhões na fase de implantação da empresa e de início da operação. Segundo a expectativa da Unicel, os recursos serão aplicados por investidores dos Estados Unidos, sob a gestão de Edward Jordan, presidente no Brasil da empresa EBJ Oito Participações.Jordan acompanhou hoje, na Anatel, a sessão de apresentação da proposta de preço da Unicel. Ele disse que a empresa pretende começar a oferecer os serviços de telefonia celular com preços 40% mais baixos que os cobrados atualmente no mercado. A estratégia da empresa é a de vender somente o chip e não subsidiar os aparelhos telefônicos, o que reduz os custos de operação.Segundo Jordan, a idéia é a de começar a prestação dos serviços o mais rápido possível, usando, no início, somente o sistema pré-pago (com cartão), e estimular a utilização do telefone nessa modalidade. O executivo disse que a Unicel já está negociando com outras operadoras de celular para compartilhar a infra-estrutura, como, por exemplo, as antenas que encaminham as ligações. Segundo Jordan, no grupo de investidores dos EUA, estão pessoas físicas e fundos de investimento.

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