Unidade de celulares da BenQ pedirá concordata na Alemanha

A taiwanesa BenQ Corp. informou hoje que suas operações deficitárias de fabricação de telefones celulares na Alemanha vão pedir concordata. A companhia disse que vai parar de injetar recursos na unidade e que vê "uma chance muito pequena" de conseguir recuperar o grupo. A unidade de telefonia móvel no Brasil está atualmente revisando suas finanças."Apesar do progresso obtido com a redução de custos e despesas, os prejuízos crescentes tornaram inevitável essa decisão dolorosa", informou a companhia em comunicado.A empresa comprou suas operações de telefonia móvel na Alemanha da Siemens no ano passado, numa aposta para aumentar a fatia no mercado global. Desde então, esses negócios acumulam prejuízo de 600 milhões de euros (US$ 762,5 milhões) e contribuíram para que o grupo inteiro registrasse três trimestres consecutivos de perdas. "O prejuízo trimestral da companhia vai diminuir significativamente do quarto trimestre em diante", disse o presidente da BenQ, Sheaffer Lee.Ele afirmou que as operações alemãs serão separadas da BenQ Corp financeira e operacionalmente assim que o pedido de concordata for aprovado. A BenQ não terá autoridade sobre a unidade durante o período de proteção, mas vai reassumir as operações depois, segundo o executivo. "A unidade será liquidada se a reestruturação não der certo", disse o diretor financeiro do grupo, Eric Yu. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 14h12

Tudo o que sabemos sobre:
empresas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.