Usiminas finaliza estudos para investir US$ 1,2 bi na produção

O Grupo Usiminas está terminando estudos econômicos e técnicos sobre a fase 1 de seu plano de expansão, na qual são previstos investimentos de cerca de US$ 1,2 bilhão nas usinas de Ipatinga (MG), da Usiminas, e de Cubatão (SP), da Cosipa, informou hoje o diretor Industrial do sistema Usiminas, Omar Silva Júnior, em entrevista no 61º Congresso Anual da Associação Brasileira de Metalurgia. De acordo com ele, o conselho de administração já aprovou a fase 1, cujo investimento principal é um novo laminador de chapas a quente para a usina de Cubatão, com custo de US$ 600 milhões.Com o novo laminador, a partir de 2010 Cubatão vai dobrar a produção de laminados a quente de 2 milhões de toneladas para 4 milhões de toneladas. A usina continuará produzindo 1 milhão de toneladas de chapa grossa, mas deixará de fabricar 1,5 milhão de placas. Segundo Silva Júnior, a empresa terá um ganho, porque os laminados a quente são produtos de maior valor que as placas. Também haverá investimentos na aciaria de Cubatão e a reforma no alto forno 1 da usina paulista.A fase 1 prevê também investimentos de cerca de US$ 500 milhões na linha de chapa grossa de Ipatinga, que deve permitir o aumento de sua produção em torno de 30%.O diretor industrial da Usiminas prevê aumento da demanda por chapas grossas no Brasil para a indústria naval, gasodutos e para futuros investimentos para a exploração do gás da Bacia de Santos.Ele reafirmou o interesse da companhia em encontrar um sócio para construir uma nova usina no Sudeste, com o objetivo de produzir 4 milhões de toneladas de placas. O investimento é estimado em US$ 3 bilhões. Essa é a fase 2 do plano de expansão que, porém, é considerada "embrionária". De acordo com ele, ainda não foi encontrado o parceiro para o empreendimento.Silva Júnior não vê tendência de queda no preço do aço. "Já vendemos tudo para o 3º trimestre e para o 4º trimestre estamos quase vendidos nos mesmos níveis de preço", afirmou.

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