Usiminas reitera disposição de investir em nova usina de placas

O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, reiterou hoje a disposição da companhia de investir na construção de uma nova unidade para produção de 5 milhões de toneladas de placas - um projeto estimado em US$ 3 bilhões. Segundo o executivo, a participação da siderúrgica ficaria entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões e o restante seria investido por um sócio internacional que assegure a compra da produção da unidade. "Não vamos entrar com a nova usina para ficar no mercado spot (compra esporádica, sem contrato)", afirmou.Segundo Soares, da produção total da nova planta, cerca de 2 milhões de toneladas poderiam ser direcionados para a sua controlada, a Cosipa, e o restante para o novo sócio no empreendimento. A nova usina deverá ser construída na região Sudeste, mas a sua localização exata ainda não foi definida. Um dos locais cotados para receber o empreendimento é o terreno da própria Cosipa, em Cubatão, no litoral de São Paulo, que já possui porto. A aprovação do local depende, no entanto, de licenciamento ambiental. Durante palestra à analistas de mercado, o executivo voltou a reiterar que a consolidação do setor é um caminho natural para a siderurgia, da mesma forma que já aconteceu no setor de mineração, principal fornecedor de matéria-prima para o setor, e com seus clientes, com destaque para o segmento automotivo. "Entretanto, no caso da siderurgia, esse processo tem andado mais lentamente", admite. O grande movimento ocorrido nos últimos anos, segundo ele, foi a oferta que a Mittal fez para adquirir a Arcelor. Soares informou que a Usiminas ainda está realizando o que ele chama de investimento de "primeira onda", que constitui aporte em melhoria operacional - até 2010 a empresa destinará entre US$ 1,6 bilhão e US$ 1,8 bilhão para melhorias de suas unidades. O pacote inclui uma usina térmica, uma coqueria (cujo licenciamento ambiental deve sair até o final de agosto), além da instalação de um novo laminador contínuo na Cosipa. A partir daí, o objetivo da Usiminas é investir no que ele chama de "segunda onda", que concentra investimentos em usinas de placas para venda no mercado internacional.Segundo o executivo, a Usiminas possui fluxo de caixa suficiente para executar as duas ondas de investimentos e ainda manter alavancagem. O presidente da Usiminas participou hoje do "IV Seminário Setorial de Mineração e Siderurgia "Consolidação Setorial, Desafios e Oportunidades", promovido pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais de Minas Gerais (Apimec-MG)

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