Vacância em imóvel comercial cai 3,8% em SP no 1º trimestre

A procura por imóveis comerciais em São Paulo registrou aumento nos três primeiros meses de 2006, o que resultou em uma queda de 3,8% na taxa de vacância no período, para 19,65%. Na comparação com o trimestre anterior, a queda foi de 1,42%. Os dados foram divulgados hoje pela escritório brasileiro da consultoria anglo-americana Jones Lang LaSalle. Em nota, a presidente da Jones Lang LaSalle Brasil, Sandra Ralston, destaca que a taxa de vacância vem mostrando movimento de queda desde o último trimestre de 2004 e se aproxima do chamado ponto de equilíbrio na avaliação do mercado - o patamar de 15%. A empresa destaca ainda que a absorção líquida (espaço ocupado de um período, menos o espaço ocupado do período anterior) foi de 40 mil metros quadrados, superior em três vezes ao volume absorvido no mesmo período de 2005 e 7,5 mil metros quadrados a mais que no último trimestre de 2006. Segundo o estudo, as regiões mais procuradas pelas empresas nos três primeiros meses deste ano foram as da Berrini, com 25% de absorção líquida; Alphaville, 17% e Barra Funda, 18%. O preço médio por metro quadrado (m²) caiu de R$ 46,00 para R$ 43,00. A empresa explica que a queda é reflexo direto da absorção de espaços mais caros, pois uma vez locados são excluídos da média. A região da Marginal Pinheiros foi a que registrou a maior redução de preços - 17%, de R$ 35,00 para R$ 29,00 o metro quadrado. Em Alphaville e na Berrini os preços subiram 9%. Os números da Jones Lang LaSalle apontam também para aumento na previsão de novo estoque de escritórios, de 74 mil m² para 94 mil m², em virtude da conclusão de obras de dois novos empreendimentos. Se todos os empreendimentos previstos chegarem de fato ao mercado representará um crescimento de 5%.

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