Vale e Petrobrás sobem e puxam alta da Bolsa

Em dia esvaziado de indicadores, houve espaço para valorização das ações; papel da Petrobrás avançou mais de 5%

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

02 Fevereiro 2015 | 17h48

O tombo de pouco mais de 6% registrado em janeiro, combinado com uma agenda mais esvaziada de indicadores, favoreceu um movimento de recomposição de carteiras na Bovespa. O principal índice à vista, assim, terminou a primeira sessão de fevereiro em alta, a despeito de os problemas que têm atrapalhado o desempenho da Bolsa não terem sido solucionados. Petrobrás teve uma colher de chá e conseguiu resgatar um pouco do seu preço.

No final, o principal índice à vista da Bolsa paulista terminou a sessão com valorização de 1,58%, aos 47.650,73 pontos. Na mínima, registrou 46.760 pontos (-0,31%) e, na máxima, 47.684 pontos (+1,65%). No ano até hoje, acumula perda de 4,71%. O giro financeiro totalizou R$ 5,568 bilhões. 

Os profissionais consultados avaliaram que a agenda esvaziada, a virada de mês, o dólar em alta e os preços bastante baixos de muitos papéis atraíram investidores, entre eles estrangeiros, para a compra. "Com o dólar subindo, a Bolsa fica barata para o gringo e ele se destacou na compra", comentou um operador que acompanha os dados de fluxo. 

Vale ON terminou em alta de 6,07% e Vale PNA, de 4,05%. A alta do dólar impulsionou as compras do papel. A moeda norte-americana subiu 1,04%, a R$ 2,7130. Além disso, o mercado gostou da proposta de pagamento de US$ 2 bilhões em dividendos, mesmo sendo metade do que a empresa pagou em 2014. A avaliação é de que a empresa está sendo comedida diante de um cenário desafiador à frente. 

Os dados fracos da China divulgados hoje, leia-se PMI, criaram a expectativa de que o governo do país possa adotar medidas de estímulo. E isso também favoreceu as ações das empresas de commodities. 

Entre as siderúrgicas, CSN ON ganhou 4,81%, Gerdau PN, 3,62%, Metalúrgica Gerdau PN, 4,17%. Usiminas PNA teve valorização de 3,88%, enquanto Usiminas ON disparou 15,64%, diante da possibilidade de tag along em meio à briga da CSN com os controladores da empresa.   

Petrobrás ON subiu 6,59% e a PN, 5,87%. Hoje, a estatal informou que bateu novo recorde de produção de derivados em suas refinarias no Brasil, em 2014, para 2,17 milhões de bpd. Segundo a estatal, o volume é 45 mil barris de petróleo por dia superior ao recorde anterior, alcançado em 2013, com um aumento no ano de 2,1%.

Nos EUA, as bolsas tiveram um pregão de vaivém e, no fechamento da Bovespa, o Dow operava com ligeira baixa de 0,01%, enquanto o S&P subia 0,18% e o Nasdaq caía 0,16%.

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