Vale e siderúrgicas continuam puxando Ibovespa

Às 14h42, o Ibovespa registrava valorização de 0,70% aos 64.910 pontos, após ter alcançado a pontuação máxima de 65.136 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 11h49

A Bovespa opera em alta nesta quarta-feira, 21, mais uma vez, impulsionada por ações de siderúrgicas e mineradoras. Já os papéis de empresas voltadas ao consumo interno caem, enquanto investidores aguardam o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

 

Às 14h42, o Ibovespa registrava valorização de 0,70% aos 64.910 pontos, após ter alcançado a pontuação máxima de 65.136 pontos (+1,05%). O giro financeiro era de R$ 3,60 bilhões, com previsão de R$ 8,29 bilhões para o fechamento. No mesmo horário, o Dow Jones subia 0,03%% e o S&P 500 registrava baixa de 0,06%.

 

Beneficiadas por previsões positivas para os preços do minério de ferro, as ações da Vale dão fôlego extra ao Ibovespa. Vale PNA avança 1,54% e Vale ON sobe 1,76%, ambas entre as maiores altas do principal índice da Bolsa paulista. Bradespar PN, importante acionista da mineradora, também aparece no grupo de altas, com valorização de 2,37%. Operadores avaliam ainda que boas perspectivas para o balanço financeiro da Vale, previsto para ser divulgado na próxima semana, também atraem investidores para o papel.

 

MMX, do empresário Eike Batista, acompanha o movimento e registra alta de 3,16%, também figurando entre as maiores valorizações do Ibovespa. Hoje os metais básicos operam em alta na Europa, com o cobre próximo à máxima em três semanas graças a uma nova onda de compras.

 

As siderúrgicas acompanham, beneficiadas ainda pelo anúncio feito ontem pela siderúrgica de que vai elevar os preços-base de referência de seus produtos de 3,5% a 6% a partir de 1º de agosto. Em nota, a Usiminas afirmou que o aumento tem como objetivo compensar parcialmente a nova alta de custos decorrente do reajuste no preço dos principais insumos. Segundo a siderúrgica, desde 1º de julho, o minério de ferro consumido pela empresa foi reajustado em cerca de 35%, e o carvão metalúrgico em torno de 75%.

 

ALL também compõe o grupo de maiores altas. Operadores citam a prévia de resultados anunciada ontem pela empresa. No semestre o Ebitda consolidado cresceu 14,3% em relação a igual período de 2009 pelo aumento de 4,2% no volume e ganhos reais de yield. "Continuamos acreditando que as perspectivas de crescimento também se confirmem no médio e longo prazo melhorando a rentabilidade da empresa", afirma a analista Rosângela Ribeiro, da SLW, em análise divulgada hoje.

 

Mercado interno

 

As ações de empresas voltadas ao mercado interno operam em queda, enquanto investidores aguardam qual será o tamanho da alta da taxa básica de juros. De acordo com levantamento do AE Projeções, as previsões se dividem entre elevação da Selic em 0,75 ponto porcentual e um ajuste menor, de 0,50 ponto porcentual. 

(Texto atualizado às 14h47)

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