Vale e sindicatos negociam dissídio coletivo no TST

Representantes da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e de sindicatos de várias regiões do País onde trabalham funcionários da mineradora estiveram reunidos hoje na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, para audiência de conciliação e instrução com o objetivo de discutir o dissídio coletivo da categoria. A audiência foi mediada pelo vice-presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito.Os funcionários da Vale reivindicam piso salarial de R$ 1.489,33, aumento salarial de 15%, adoção do Plano de Cargos e Salários com previsão expressa de promoções anuais por antigüidade e por merecimento, eliminação de terceirização da atividade-fim, reembolso educacional para dependentes e destinação de vagas de estágio para seus filhos, entre outros benefícios de natureza econômica e social. A Vale do Rio Doce está oferecendo, como contraproposta, reajuste de 2% a partir de janeiro de 2007 e abono salarial de R$ 1.200,00 condicionado à troca da data-base de julho para novembro, a partir de janeiro de 2007. Brito propôs às partes "que encontrem uma solução consensual, dado o grande número de trabalhadores envolvidos". "Deve ser encontrada uma solução uniforme, pois soluções diferenciadas deixam tanto a categoria econômica quanto a profissional em situações difíceis perante suas bases", complementou. Ante a possibilidade de uma solução do conflito por comum acordo, o ministro decidiu suspender a audiência de hoje, designando o próximo encontro para o dia 12 de setembro, às 9 horas. Enquanto isso, sindicatos e empresa apresentarão às suas bases as propostas de conciliação até então discutidas.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2006 | 19h32

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